Ambientado em 2159, “Elysium”, dirigido por Neill Blomkamp, traz o operário Max Da Costa (Matt Damon), que sofre um acidente industrial e decide invadir a estação espacial administrada por Delacourt (Jodie Foster), enquanto o agente Kruger (Sharlto Copley) é acionado para impedi-lo, numa corrida que coloca cura, fronteira e poder na mesma órbita.
Max trabalha numa fábrica de montagem de droides na Terra, cercado por linhas de produção automatizadas e supervisores que exigem metas rígidas. Um erro operacional o expõe a uma dose letal de radiação. O hospital local confirma o dano e estabelece um prazo curto para sobreviver. A estação Elysium tem cápsulas médicas que regeneram tecidos em minutos, mas o acesso é proibido aos moradores do planeta. O relógio passa a ser o inimigo mais concreto, e ele perde margem de escolha.
Sem autorização oficial para embarcar, Max procura contatos no submundo de Los Angeles devastada. Ele negocia com um intermediário que organiza travessias ilegais por meio de naves improvisadas. O preço é alto e envolve assumir uma missão adicional. O acordo autoriza a tentativa de fuga, mas condiciona a ajuda a um serviço que amplia o risco imediato.
O serviço consiste em sequestrar dados diretamente do cérebro de um executivo ligado à administração da estação. O alvo carrega informações estratégicas sobre o sistema que regula cidadania e acesso às cápsulas médicas. Para cumprir a tarefa, Max aceita um exoesqueleto acoplado ao corpo, procedimento doloroso que amplia sua força e o torna instrumento de um plano maior. Ele não diz, mas a operação o coloca numa posição ambígua: busca salvar a própria vida enquanto passa a carregar um arquivo que interessa a grupos que querem reabrir o debate sobre quem tem direito a Elysium, ou melhor, quem pode autorizar entradas.
A extração dos dados ocorre sob vigilância crescente. O executivo resiste, a equipe improvisada precisa agir rápido e a segurança privada reage. O arquivo obtido transforma Max em peça-chave. Agora ele não é apenas um doente com prazo, mas alguém que detém um código capaz de alterar registros de cidadania. A informação aumenta seu valor e, ao mesmo tempo, multiplica os perseguidores.
Na estação, Delacourt (Jodie Foster) comanda a defesa do estilo de vida da elite. Ela negocia com o Conselho de Elysium e impõe bloqueios contra naves clandestinas que partem da Terra. Cada tentativa de aproximação é interceptada por sistemas automatizados e patrulhas armadas. Quando descobre a existência do arquivo roubado, ela autoriza uma resposta mais agressiva. A ordem amplia a caça e encurta o tempo de Max.
Kruger (Sharlto Copley), contratado para operações sujas, assume a linha de frente. Ele rastreia sinais, invade bairros precários e interroga aliados de Max. Sua atuação mistura brutalidade e cálculo, e a cada incursão ele recupera terreno para a administração da estação. O confronto não é apenas físico; é disputa por um arquivo que pode reescrever listas de cidadãos e, com isso, alterar quem tem acesso às cápsulas médicas.
Com o exoesqueleto instalado e o arquivo integrado ao próprio sistema nervoso, Max embarca numa nave clandestina rumo à estação. A travessia é instável e enfrenta bloqueios automatizados que disparam mísseis contra qualquer objeto não autorizado. Alguns passageiros caem antes de chegar. Ele consegue atravessar a primeira barreira, mas desembarca ferido e sem proteção oficial, o que o coloca na condição de invasor imediato.
Em solo orbital, Max precisa encontrar um ponto de acesso aos servidores centrais. Cada corredor limpo e silencioso contrasta com o caos da Terra, e cada porta exige autorização biométrica que ele não possui. O arquivo em sua cabeça é a única moeda. Enquanto tenta converter informação em passagem, Kruger se aproxima, disposto a recuperar os dados e eliminar o risco político que eles representam. A perseguição desloca o conflito para dentro da própria estação e expõe fissuras na autoridade de Delacourt.
Blomkamp mantém a câmera próxima dos corpos, alternando espaços apertados da Terra com a arquitetura aberta de Elysium. O corte retarda certas informações e antecipa outras, criando uma pressão constante sobre o prazo de Max. A técnica não é exibida como vitrine; ela interfere no acesso à informação e mantém a espera tensa até o próximo confronto, encurtando a margem de erro.
A disputa deixa de ser apenas sobre uma cura individual e passa a envolver o controle dos registros que definem quem é cidadão. Max age para converter o arquivo em autorização ampla, enquanto Delacourt tenta arquivar o incidente antes que o Conselho perca autoridade. O embate produz uma alteração concreta nas listas da estação e redefine posições de poder. A cápsula médica continua no centro da promessa, mas agora o acesso não depende apenas de dinheiro, e essa mudança reorganiza a fronteira que antes parecia intransponível.
Filme:
Elysium
Diretor:
Neill Blomkamp
Ano:
2013
Gênero:
Ação/Drama/Ficção Científica/Suspense
Avaliação:
8/10
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Helena Oliveira
★★★★★★★★★★
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