O calendário de feriados de 2026 tende a favorecer o turismo interno e o movimento de hotéis, bares e restaurantes ao longo do ano, avalia Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA). Segundo ele, a definição antecipada das datas cria condições para maior planejamento por parte dos consumidores e do trade.
De acordo com Sampaio, dos 10 feriados oficiais divulgados pelo governo, nove caem em sextas ou segundas-feiras, ou muito próximos ao fim de semana. “Isso vai propiciar dez datas de movimentação bastante significativa de final de semana prolongado, o que vai acarretar um turismo nacional incrementado”, declarou o executivo, em entrevista ao Brasilturis.
A FBHA já vem orientando os consumidores a se anteciparem. “Nós fizemos uma recomendação pública para que as pessoas comprem já as suas passagens e reservem seus hotéis com antecedência, porque comprando antes você paga muito mais barato”, reforça. Para ele, a falta de planejamento ainda é um desafio cultural. “O brasileiro às vezes esquece de fazer isso e depois reclama que os preços estão elevados”, pontua.
Sampaio ressalta que a antecipação beneficia tanto o consumidor quanto o mercado. “Se você comprar agora, ninguém vai estar cheio. Você compra com preços bem competitivos e, quando chegar mais próximo da data, os preços naturalmente sobem”, explica, acrescentando que ainda há a possibilidade de parcelamento.
Na avaliação do dirigente, a distribuição dos feriados tende a estimular viagens curtas e o turismo regional. “Facilita deslocamentos de 300, 400, no máximo 500 quilômetros”, afirma. Ele observa que esse movimento é especialmente forte no Nordeste, inclusive entre os próprios nordestinos. “Existe um componente muito forte do próprio Nordeste na ocupação desse lazer de final de semana”, acrescenta.
Entre os destinos que vêm se destacando, Sampaio cita João Pessoa (PB), que, segundo ele, tem registrado crescimento impulsionado por campanhas consistentes do poder público, além de praças já consolidadas como Maceió (AL). “A divulgação adequada e a facilitação do turismo de pouca distância fazem muita diferença”, avalia.
Questionado sobre impacto em faturamento e ocupação ao longo de 2026, o presidente da FBHA pondera que o momento ainda exige cautela. Segundo ele, a transição da reforma tributária gera insegurança e dificulta a divulgação de números consolidados. “Ninguém está abrindo número agora. As pessoas estão se adaptando à nova realidade da reforma tributária”, comenta.
Ele cita decisões judiciais recentes que prorrogam prazos para fechamento de balanços, o que, na avaliação da entidade, pode permitir números mais consistentes no futuro. “Isso vai permitir que as empresas apresentem balanços muito mais críveis”, salienta.
Apesar das incertezas, Sampaio reforça a avaliação positiva sobre o calendário. “Vai permitir que as pessoas se programem, criem o desejo de viajar e movimentem o mercado ao longo de todo o ano”, conclui.
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