Organizar as férias coletivas de fim de ano segue sendo um desafio para grande parte dos brasileiros. Apesar do desejo de aproveitar o período de descanso, uma parcela expressiva da população ainda enfrenta dificuldades para conciliar lazer e equilíbrio financeiro. É o que revela uma pesquisa da Serasa, realizada em parceria com o instituto Opinion Box, que analisou o comportamento dos consumidores durante o recesso de dezembro e janeiro.
De acordo com o levantamento, embora 71% dos entrevistados afirmem que costumam planejar o orçamento para as férias coletivas, a prática nem sempre acompanha o discurso. O estudo aponta que 76% dos brasileiros já deixaram de viajar nesse período por falta de organização financeira, evidenciando um descompasso entre intenção e execução no planejamento do descanso anual.
Os reflexos da falta de planejamento aparecem logo após o retorno à rotina. Mais da metade dos entrevistados, o equivalente a 51%, relata enfrentar dificuldades financeiras depois das férias coletivas. Além disso, 49% afirmam já ter se endividado em função de gastos realizados durante esse período, seja com viagens, lazer ou despesas extras do dia a dia.
Outro dado que chama atenção é o comportamento de consumo sem estratégia definida. Segundo a pesquisa, 18% dos brasileiros dizem gastar conforme conseguem, sem planejamento prévio, o que aumenta o risco de desequilíbrio financeiro nos meses seguintes. Entre aqueles que pretendem reduzir os gastos em relação às férias coletivas anteriores, a principal prioridade é o pagamento de dívidas, citado por 49%, seguido pela intenção de evitar excessos, apontada por 23%.
“O desejo de descansar é legítimo, mas ainda falta organização financeira consistente. Planejar férias vai além de definir um valor para gastar: envolve entender o impacto dessas escolhas no orçamento dos meses seguintes”, explica Rodrigo Costa, especialista da Serasa em educação financeira. “Quando o consumidor se antecipa, evita o uso excessivo do crédito e preserva a saúde financeira no início do ano seguinte.”
Apesar das limitações financeiras, as motivações para aproveitar as férias coletivas permanecem fortemente associadas ao bem-estar. O tempo de qualidade em família lidera as razões para o descanso, citado por 53% dos entrevistados. Em seguida aparecem a saúde mental, com 48%, e o descanso físico, também mencionado por 48%.
Quanto aos planos para o período, descansar em casa é a principal escolha para 26% dos brasileiros, enquanto 22% pretendem viajar e 17% planejam visitar parentes em outras cidades. Entre os que optam por viajar, os destinos nacionais dominam amplamente as preferências, com 91% das escolhas, especialmente praias, que concentram 49% do interesse, seguidas por áreas de campo e natureza, com 15%, e grandes cidades, com 10%.
O fator financeiro segue determinante na definição dos planos. O preço é apontado como o principal critério para a escolha do destino por 26% dos entrevistados, seguido pelo clima, com 24%, e pela companhia, com 21%. Ainda assim, apenas 34% afirmam se organizar com mais de três meses de antecedência, prática considerada fundamental para evitar gastos imprevistos.
O uso do crédito também se destaca como estratégia para viabilizar as férias. A pesquisa mostra que 40% pretendem recorrer a algum tipo de crédito para custear o período de descanso. O parcelamento no cartão de crédito é a forma de pagamento mais citada, utilizada por 38% dos entrevistados, seguido pelo pagamento à vista via Pix ou transferência bancária, com 31%, e pelo uso do 13º salário, mencionado por 15%.
“Antecipar decisões, comparar preços e definir limites claros de gastos são atitudes simples que fazem diferença no orçamento. Férias bem planejadas não precisam gerar dívidas”, orienta Costa. “O ideal é usar recursos extras, como o 13º salário, de forma estratégica, priorizando pagamentos à vista e evitando parcelamentos longos.”
Para aproveitar as férias coletivas sem comprometer o orçamento, a recomendação é adotar medidas simples de planejamento. Definir um teto de gastos antes de viajar, priorizar destinos próximos, optar por visitas a familiares e pesquisar preços com antecedência ajudam a reduzir custos com transporte e hospedagem.
Outra estratégia é manter atenção aos gastos cotidianos durante o recesso, escolhendo refeições caseiras, passeios gratuitos ou ao ar livre e utilizando o cartão de crédito com cautela. “O descanso não precisa ser sinônimo de gastos excessivos. Com organização e escolhas conscientes, é possível aproveitar o período de recesso e começar o ano seguinte com as finanças sob controle”, reforça o especialista da Serasa.
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