O caça F-39 Gripen passou por ensaios de separação segura de bombas na Base Aérea de Natal
A Base Aérea de Natal, no Rio Grande do Norte, foi palco, nas últimas duas semanas, de uma nova fase do desenvolvimento operacional do caça F-39 Gripen.
A aeronave passou por ensaios intensivos de separação segura de bombas, etapa crítica para validar o desprendimento previsível e estável do armamento, sem impactos na integridade estrutural e no desempenho do vetor.
Os testes integraram a Operação Thor, cujo objetivo central é ampliar e consolidar as funcionalidades ar-solo do F-39 Gripen, reforçando a capacidade estratégica da Força Aérea Brasileira. A separação de armamento ocorre no momento em que o piloto aciona o comando de liberação, considerado um dos pontos mais sensíveis da missão.
“Por vezes, podem ocorrer fenômenos aerodinâmicos que interferem neste processo e geram situações de insegurança ou até mesmo danos à aeronave. Por isso, tudo é minuciosamente analisado para a validação, permitindo prosseguir com segurança até a liberação para uso operacional”, disse o oronel aviador Alisson Henrique Vieira, coordenador-geral da Operação Thor.
A campanha foi realizada com a aeronave de matrícula 4100, pertencente ao Gripen Flight Test Center, localizado em Gavião Peixoto/SP. Parte dos voos foi conduzida a partir do cockpit pelo major aviador Thiago Camargo, do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), que se tornou o primeiro piloto brasileiro a lançar bombas com o F-39 Gripen.
De acordo com o coronel aviador Alisson, o trabalho começa muito antes da decolagem, com uma avaliação detalhada dos pontos de ensaio e das medidas de mitigação de risco. “O voo aqui é curto, porém envolve uma interação grande do piloto com a máquina, no sentido de ajustes e configurações não tão usuais na rotina. Por isso, recebemos uma carga de treinamento específico”, disse.
Cada lançamento foi acompanhado em tempo real, com a verificação da separação segura das bombas e da estabilidade da aeronave em diferentes condições de voo. No estande de tiro de Maxaranguape, ao norte de Natal, uma equipe militar atuou na preparação dos alvos, na coordenação com a aeronave e no registro de imagens.
O material coletado permitiu a verificação precisa do comportamento do armamento e o levantamento das coordenadas dos pontos de impacto, dados essenciais para a validação técnica dos ensaios.
A Operação Thor foi concluída nesta sexta-feira (6). O Brasil tornou-se a primeira nação a realizar a separação das bombas Mk84 e Lizard 500, guiada a laser, a partir do Gripen, consolidando uma etapa relevante no processo de integração de armamentos do caça.
Com o fim da operação, o F-39 Gripen avança para se tornar plenamente operacional na FAB, com capacidade para cumprir missões de defesa aérea, ataque ao solo e reconhecimento.
O vetor reúne sistemas, sensores e armamentos voltados à atuação em ambientes hostis e cenários de combate complexos, com foco em eficiência operacional, elevada disponibilidade e custos controlados ao longo do ciclo de vida.
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