O principal representante diplomático do Irã na Argentina deixou o país neste sábado (4), após ser declarado persona non grata pelo governo de Javier Milei, em mais um episódio de escalada na crise entre os dois países.
Mohsen Soltani Tehrani, que atuava como encarregado de negócios da embaixada iraniana em Buenos Aires, cumpriu o ultimato de 48 horas imposto pela Casa Rosada e embarcou para fora do país acompanhado da família. A saída foi confirmada oficialmente pelo governo argentino.
Segundo informações publicadas pelos jornais La Nación e Clarín, a expulsão do diplomata é considerada um passo relevante no agravamento das relações bilaterais e pode anteceder uma ruptura formal entre Argentina e Irã.
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Antes de deixar o país, Tehrani afirmou que a decisão não contribui para a relação entre as nações e criticou a postura do governo argentino. Ele disse que não faz sentido que a Argentina se envolva no conflito em curso e ressaltou que os povos dos dois países não são inimigos.
A atual tensão diplomática é resultado de uma sequência de decisões recentes do governo argentino, somadas a um histórico de desconfiança entre os dois países.
O principal ponto de ruptura ocorreu quando a Argentina incluiu o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica na lista nacional de organizações terroristas. A medida prevê congelamento de bens, restrições financeiras e monitoramento de qualquer atividade relacionada ao grupo no país.
A decisão provocou reação imediata do governo iraniano, que classificou a iniciativa como um erro estratégico e uma afronta, além de alertar para impactos nas relações bilaterais.
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Desde o início do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, no fim de fevereiro, o presidente Javier Milei tem adotado uma postura de apoio aos dois aliados e já declarou o Irã como inimigo.
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Outro fator que contribuiu para a escalada foi a nomeação de Ahmad Vahidi como comandante da Guarda Revolucionária. Ele é acusado pela Justiça argentina de envolvimento no atentado à AMIA e é alvo de um pedido de captura internacional.
As relações entre Argentina e Irã já eram marcadas por atritos desde os atentados contra a Embaixada de Israel, em 1992, e contra a AMIA, em 1994, em Buenos Aires. Investigações da Justiça argentina apontaram a participação de grupos ligados ao Irã nesses ataques.
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