A segunda fase do EXOP IVR 2026 começou na Base Aérea de Santa Maria com cenário de conflito simulado e integração entre FAB, Marinha e Exército
A segunda fase do Exercício Operacional de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento EXOP IVR 2026 teve início na última segunda-feira (9), na Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
O treinamento reúne aeronaves e militares da Força Aérea Brasileira, com participação da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, em um cenário que simula operações militares de maior complexidade e exige integração entre meios aéreos, sensores e equipes em solo.
A nova etapa do exercício introduz um ambiente de conflito convencional simulado, ampliando o nível de exigência operacional e a coordenação entre plataformas de vigilância, aeronaves de combate e unidades terrestres.
De acordo com o Tenente-Coronel Aviador Marcio Rassy Teixeira, gerente do exercício, a etapa atual foi planejada para aproximar o treinamento de um ambiente operacional real.
“O treinamento agora simula uma situação de conflito convencional, em que as tripulações passam a buscar informações no terreno e no espaço aéreo para entender melhor o que está acontecendo na área de operações. Esses dados ajudam o comando da missão a ter uma visão mais clara do cenário e a tomar decisões com mais rapidez e segurança”, disse.
Segundo o oficial, as informações coletadas são analisadas por equipes de inteligência e transformadas em conhecimento operacional que orienta o emprego de outros meios militares, incluindo missões de defesa aérea e neutralização de ameaças simuladas.
Durante o exercício, as tripulações executam diferentes perfis de missão típicos de operações de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR). Entre as atividades previstas estão voos de reconhecimento destinados à observação de áreas estratégicas e à coleta de dados além da linha de posicionamento das forças amigas.
Esse tipo de operação permite identificar movimentações no terreno, mapear possíveis ameaças e apoiar o processo decisório das estruturas de comando.
Para essa finalidade, aeronaves especializadas da FAB, como o Lockheed P-3AM Orion, o Embraer R-99 e o Embraer P-95 Bandeirulha, monitoram a região do exercício com radares e sensores embarcados. Esses sistemas permitem acompanhar atividades no solo e no espaço aéreo, ampliando a chamada consciência situacional no teatro de operações.
As informações obtidas pelas plataformas de vigilância são utilizadas para orientar o emprego de aeronaves de ataque e apoio aéreo aproximado, como o AMX A-1M e o Embraer A-29 Super Tucano.
Nesse contexto, os dados coletados durante as missões de reconhecimento são utilizados para simular ações destinadas a neutralizar ameaças e garantir a segurança de outras aeronaves operando na área do exercício.
A coleta de dados também inclui o uso de aeronaves remotamente pilotadas, que ampliam a capacidade de observação contínua do cenário operacional.
Entre os sistemas empregados estão o RQ-900 e o Boeing Insitu ScanEagle, operado pela Marinha do Brasil. Esses equipamentos permanecem longos períodos sobre áreas de interesse e transmitem informações em tempo real para centros de comando e controle.
O exercício conta ainda com a participação do Exército Brasileiro como força oponente, responsável por criar um ambiente tático mais desafiador.
Militares utilizam viaturas blindadas, radares móveis e sistemas de defesa antiaérea para simular ameaças e testar a capacidade de resposta das tripulações da aviação militar.
Outro componente do treinamento é a aplicação do conceito de operações multidomínio, que integra ações no ar, em terra e no ambiente digital.
Equipes especializadas realizam atividades de defesa cibernética, guerra eletrônica e interferência em sinais, simulando situações em que sistemas de comunicação e radares podem ser disputados ou bloqueados durante operações militares.
Esse tipo de treinamento busca preparar as Forças Armadas para cenários em que o controle da informação e das redes de comunicação é parte central das operações.
As imagens e dados coletados durante as missões passam por um processo de análise conduzido por equipes de inteligência. O material obtido é utilizado para desenvolver o cenário tático do exercício e orientar as fases seguintes das operações simuladas.
Com a progressiva elevação da complexidade das missões, o EXOP IVR 2026 busca aprimorar capacidades relacionadas à proteção do espaço aéreo, vigilância marítima, defesa da Amazônia e resposta a ameaças estratégicas, além de testar procedimentos de integração entre diferentes meios das Forças Armadas.
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