Teste validou a transição entre voo vertical e sustentado por asas em eVTOL pilotado, etapa crítica para certificação e operações comerciais
A Vertical Aerospace anunciou na última segunda-feira (6), a realização de uma transição sustentada por empuxo com uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) em escala real e pilotada.
O teste ocorreu na última quinta-feira (2), no aeroporto de Cotswold, no Reino Unido, e envolveu decolagem vertical seguida de transição para voo sustentado por asas, com pouso convencional em pista.
A transição entre voo vertical e voo sustentado por asas é uma das etapas mais complexas no desenvolvimento dos eVTOL. No teste, a aeronave realizou decolagem vertical, seguida da inclinação progressiva dos propulsores frontais para frente, permitindo aceleração até o regime de voo aerodinâmico convencional. Simultaneamente, os propulsores traseiros foram recolhidos.
Esse procedimento valida, em condições reais e em escala total, a transferência de sustentação dos rotores para as asas — elemento-chave para operações ponto a ponto sem necessidade de pistas, a partir de vertiportos, helipontos e áreas urbanas adaptadas.
O voo foi conduzido sob supervisão de autoridades de aviação do Reino Unido, em colaboração com a agência europeia de aviação civil (EASA), no contexto do processo de certificação de tipo da aeronave comercial da empresa, denominada Valo.
Segundo a empresa, trata-se da primeira vez que um eVTOL pilotado e em escala real dessa classe realiza esse tipo de transição sob acompanhamento regulatório formal no Reino Unido.
O voo foi conduzido por um piloto de testes, no centro de ensaios de voo da empresa. A operação representa a conclusão da primeira metade da chamada “transição bidirecional”, na qual a aeronave deve ser capaz de decolar verticalmente, atingir voo sustentado por asas, reduzir velocidade e retornar ao regime vertical para pouso.
Até o momento, a empresa vem expandindo progressivamente o envelope de voo da aeronave, com foco tanto na aceleração a partir do hover quanto na desaceleração a partir do voo em asas. O teste mais recente conclui a fase de aceleração.
O avanço técnico ocorre em paralelo à estruturação de um pacote de financiamento de até US$ 850 milhões (R$ 4,38 bilhões), anunciado no fim de março. O objetivo é garantir capital imediato e flexível para sustentar o desenvolvimento, certificação e futura entrada em serviço da aeronave.
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