Operação no Mar do Japão ocorreu após patrulha conjunta de Rússia e China e reforça sinal político-militar da aliança EUA–Japão
A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) realizou, em 11 de dezembro, um voo conjunto com caças japoneses sobre o Mar do Japão, em uma demonstração explícita de apoio a Tóquio em meio ao agravamento das tensões com a China, na sequência direta da patrulha aérea conjunta conduzida por aeronaves russas e chinesas na região.
A operação envolveu dois bombardeiros estratégicos Boeing B-52 Stratofortress e seis caças da Força Aérea de Autodefesa Japonesa — três F-35A e três F-15 — e foi descrita por autoridades japonesas como parte dos esforços para reforçar a interoperabilidade e a prontidão da aliança entre Japão e Estados Unidos.
Em comunicado oficial, o Ministério da Defesa japonês afirmou que o exercício “reafirma a forte determinação do Japão e dos Estados Unidos de não tolerar mudanças unilaterais do status quo por meio da força”. A declaração foi citada pelo The Wall Street Journal (WSJ), que acompanhou a operação a partir de Tóquio.
O voo dos B-52 ocorreu um dia após a patrulha conjunta envolvendo bombardeiros russos Tu-95 e chineses H-6, acompanhados por caças e aeronaves de alerta aéreo, em áreas próximas às ilhas do sul do Japão. Para Tóquio, a sucessão dos eventos evidencia um aumento coordenado da pressão militar chinesa, com apoio russo, em um momento de elevada sensibilidade política no Leste Asiático.
As tensões se intensificaram após declarações da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi sobre a possibilidade de o Japão ser envolvido em um eventual conflito relacionado a Taiwan. Imediatamente Pequim reagiu com críticas severas, advertências diplomáticas e ameaças de retaliação econômica, enquanto intensificou atividades militares nas proximidades do arquipélago japonês.
Embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros altos integrantes da administração norte-americana tenham evitado comentários públicos diretos sobre a disputa, o envio de bombardeiros estratégicos para operar ao lado de aeronaves japonesas foi interpretado como um sinal político e militar claro.
Em conversa com o WSJ, Christopher Johnstone, analista da consultoria Asia Group, a ação demonstra que “a pressão chinesa não será suficiente para dividir a aliança entre Estados Unidos e Japão”.
Analistas ouvidos pelo jornal destacam que, mesmo com Washington buscando preservar canais de diálogo econômico com Pequim, a demonstração de presença militar reflete o compromisso norte-americano com a estabilidade regional e com a segurança de seus aliados no Indo-Pacífico.
Nesse contexto, o voo de 11 de dezembro reforça a mensagem de dissuasão emitida por Washington após a patrulha russo-chinesa, sinalizando que os Estados Unidos seguem atentos à escalada militar na região.
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