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EUA estudam opções de operação terrestre no Irã, que pode durar semanas

Após um mês do início da guerra contra o Irã, o presidente Donald Trump tem uma séria decisão a tomar: iniciar ou não ataques terrestres contra o inimigo? O jornal The Washington Post afirma que entre os planos que o Pentágono tem apresentado ao presidente está a preparação para semanas de operações terrestres no Irã, conforme apurado junto a autoridades dos EUA.

Há pistas nessa direção, como o envio de milhares de soldados e fuzileiros navais americanos para o Oriente Médio, que sinalizam para uma nova e perigosa fase da guerra, caso o Trump decida escalar o conflito, restrito nesse momento a bombardeios.

Leia também: EUA já lançaram contra o Irã mais mísseis Tomahawk do que na guerra contra o Iraque

O jornal informa que qualquer operação terrestre em potencial ficaria aquém de uma invasão em larga escala, podendo, em vez disso, envolver incursões conduzidas por uma combinação de forças de Operações Especiais e tropas de infantaria convencional, disseram as autoridades. Todos falaram com a publicação sob condição de anonimato sobre os planos militares que vêm sendo desenvolvidos há semanas.

Um dos fatores que estão sendo levados em consideração é que uma missão desse tipo poderia expor o pessoal dos EUA a uma série de ameaças, incluindo drones e mísseis iranianos, fogo vindo do solo e explosivos improvisados.

Dados oficiais apontam que 13 soldados americanos foram mortos em combate, incluindo seis em um acidente de avião no Iraque, seis em um ataque de drone ao Porto de Shuaiba, no Kuwait, e um em um ataque à Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita.

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Além disso, mais de 300 militares ficaram feridos por drones e mísseis iranianos em ataques de retaliação contra instalações dos EUA em pelo menos sete países do Oriente Médio, sendo que 10 sofreram ferimentos graves.

Ilha de Kharg

Sobre os planos, um editor do site Gulf News, dos Emirados Árabes também listou sinais de que um operação terrestre estaria em andamento. Segundo sua análise essa fase da guerra incluiria forças especiais junto com a infantaria convencional e teria ataques costeiros prolongados, com a tomada e manutenção de posições estratégicas.

“O foco provável é a costa sul do Irã, próxima ao Estreito de Ormuz — um ponto vital de estrangulamento petrolífero onde interrupções podem abalar os mercados globais”, escreveu

Ele lembrou que cerca de 5.000 fuzileiros navais e marinheiros já estão destacados na região e que o contingente recebeu o reforço da 82ª Divisão Aerotransportada. Além disso até 10.000 tropas a mais poderiam ser enviadas para a região. “Fuzileiros Navais são tipicamente usados para ataques costeiros rápidos e para manter territórios contestados, sugerindo que qualquer operação provavelmente começaria ao longo da costa iraniana”, destacou.

Ainda segundo a análise do Gulf News, caso os EUA optem por tomar Kharg, poderiam cortar a linha de vida econômica do Irã, interromper os fluxos globais de petróleo, aumentar a pressão sobre Teerã. Mas os riscos seriam altos, por conta de possíveis ataques feitos por enxames de drones, mísseis e fogo sustentado de artilharia. Isso poderia levar os EUA a optar por manter ataques contínuos aos locais costeiros de mísseis e drones do Irã, em vez de tentar ocupar território.

O Post, por sua vez, lembrou que a perspectiva de enviar tropas de combate dos EUA para solo iraniano enfrenta oposição significativa entre os norte‑americanos, segundo pesquisas recentes.

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Um levantamento, conduzido em conjunto pela Associated Press e pelo National Opinion Research Center, da Universidade de Chicago, constatou que 62% dos entrevistados se opõem fortemente ao uso de tropas terrestres no Irã, com apenas 12% sendo favoráveis. Os entrevistados se mostraram mais divididos quanto à possibilidade de os EUA lançarem ataques aéreos contra alvos militares no Irã: 39% se opõem e 33% são favoráveis.

Na política, enquanto os democratas são quase unanimemente contra a guerra no Irã, os aliados republicanos de Trump no Congresso estão divididos quanto à possibilidade de operações terrestres.



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Redação

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