A FAA publicou novos alertas alertando companhias aéreas sobre riscos de atividade militar e interferência em GPS na América Latina e no Pacífico Oriental
A agência de aviação civil dos EUA (FAA) publicou na última sexta-feira (16), sete novos Avisos aos Aeronavegantes (Notams, na sigla em inglês) alertando companhias aéreas sobre riscos potenciais associados a atividades militares e interferências em sistemas de navegação por satélite em áreas da América Latina e do Pacífico Oriental.
Os avisos permanecem válidos por sessenta dias, com previsão de expiração em meados de março, podendo ser revisados ou prorrogados conforme a evolução do cenário.
Os Notams abrangem diversas regiões de informação de voo (FIRs) localizadas ao largo das costas do México, Panamá, Colômbia e Equador, além de extensas áreas do Pacífico Oriental.
Embora não determinem o fechamento ou restrições formais do espaço aéreo, os comunicados indicam a existência de riscos elevados que podem afetar aeronaves em todos os níveis de voo, incluindo fases críticas de subida, descida, chegada e partida.
De acordo com a FAA, os alertas chamam atenção para a possibilidade de operações militares e para relatos de interferência em sinais de navegação por satélite, como o GPS.
Segundo a agência, tais condições representam riscos potenciais à aviação civil, especialmente em rotas oceânicas ou em áreas remotas, onde a dependência de sistemas de navegação por satélite é maior.
Esse tipo de Notam é utilizado pela FAA para informar operadores sobre riscos emergentes sem impor alterações obrigatórias de rotas.
Companhias aéreas e tripulações costumam incorporar essas informações ao planejamento de voo, incluindo análise de rotas alternativas, cálculo de combustível adicional e ajustes em briefings operacionais, sobretudo em voos de longo curso que cruzam as regiões afetadas.
Os avisos foram emitidos em um período de intensificação da presença militar dos Estados Unidos no Caribe e no Pacífico Oriental.
Relatórios públicos indicam o aumento de operações voltadas ao combate ao tráfico de drogas, incluindo missões de vigilância e ações marítimas realizadas ao longo dos últimos meses, o que elevou a atenção sobre a segurança do espaço aéreo nessas áreas.
A confiabilidade dos sistemas de navegação aparece como um dos principais fatores por trás dos novos Notams. A FAA citou relatos recorrentes de interferência em sinais de GPS, fenômeno cada vez mais comum em regiões com maior atividade militar.
Mesmo interrupções breves podem gerar impactos operacionais relevantes para a aviação comercial e de negócios.
Os novos avisos seguem comunicações anteriores relacionadas à Venezuela. Desde 2019, companhias aéreas dos Estados Unidos evitam, em grande parte, o espaço aéreo venezuelano em função de preocupações de segurança associadas a uma ordem federal de suspensão.
Em novembro, a FAA publicou um Notam adicional recomendando cautela para voos que operem na ou acima da Região de Informação de Voo de Maiquetía, citando deterioração das condições de segurança, aumento da atividade militar e registros de interferência de navegação.
Autoridades mexicanas disseram que os alertas da FAA não afetam as operações de aviação civil no país, ressaltando que o espaço aéreo mexicano permanece aberto e seguro. Até o momento, companhias aéreas que operam na América Central e do Sul não anunciaram mudanças amplas de rotas diretamente associadas aos novos Notams.
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