O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ, na sigla em inglês) acusou neste sábado (3) o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de desempenhar um papel central em uma ampla conspiração ao longo de 25 anos para traficar cocaína para os EUA com a ajuda de grupos regionais de narcotráfico e terroristas.
A denúncia foi divulgada pelo DOJ após Maduro e sua esposa, Cilia Flores, serem retirados da Venezuela, enquanto uma série de ataques aéreos atingia Caracas no início do sábado. O presidente americano Donald Trump afirmou que Maduro estava em um navio dos EUA sendo levado para Nova York.
Maduro está sendo transportado para a cidade de Nova York, onde ficará detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn — a mesma instalação que já abrigou Joaquín “El Chapo” Guzmán, segundo uma fonte familiarizada com o caso. Ele deve fazer sua primeira aparição no tribunal na segunda-feira, disse a fonte, que pediu anonimato.
A acusação imputa a Maduro e seus supostos co-conspiradores parceria com grupos como o Cartel de Sinaloa e o Tren de Aragua — todos designados pelos EUA como organizações terroristas estrangeiras.
Se condenado, Maduro pode passar o resto da vida na prisão, conforme as diretrizes de sentença.
Maduro foi inicialmente acusado pelos EUA em 2020, e autoridades ofereceram recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à sua prisão. A denúncia divulgada no sábado atualiza as acusações e inclui novos réus, entre eles a esposa e o filho de Maduro.
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Maduro nega envolvimento com o tráfico de drogas.
Principais acusações na denúncia:
Algumas alegações-chave da denúncia:
A denúncia traça o suposto envolvimento de Maduro desde cargos que ocupou no governo venezuelano entre 1999 e 2025.
Como membro da Assembleia Nacional entre 2000 e 2006, ele teria “movimentado cargas de cocaína sob a proteção das forças de segurança venezuelanas”, segundo os promotores.
Como ministro das Relações Exteriores entre 2006 e 2013, Maduro teria “fornecido passaportes diplomáticos venezuelanos a traficantes de drogas e facilitado cobertura diplomática para aviões usados por lavadores de dinheiro para repatriar recursos do tráfico do México para a Venezuela”.
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Em 2020, o Departamento de Estado estimava que entre 200 e 250 toneladas de cocaína eram traficadas anualmente pela Venezuela.
Como líder do país, os promotores alegam que Maduro permitiu que “a corrupção alimentada pela cocaína florescesse para seu próprio benefício, para o benefício de membros de seu regime e de seus familiares”.
Além de Maduro, a denúncia inclui sua esposa, seu filho Nicolás Ernesto Maduro Guerra (conhecido como “Nicolasito” ou “O Príncipe”), o ministro do Interior Diosdado Cabello Rondón, o político Ramón Rodríguez Chacín e Hector Rusthenford Guerrero Flores, suposto líder do Tren de Aragua.
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Entre 2004 e 2015, Maduro e Flores de Maduro “trabalharam juntos para traficar cocaína, grande parte dela apreendida anteriormente pelas forças de segurança venezuelanas, com a ajuda de escoltas militares armadas”.
Durante esse período, eles “mantiveram seus próprios grupos de gangues patrocinadas pelo Estado, conhecidos como coletivos, para facilitar e proteger a operação de tráfico” e “ordenaram sequestros, espancamentos e assassinatos contra aqueles que deviam dinheiro do tráfico ou que de alguma forma prejudicavam a operação”, segundo a denúncia.
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