A sessão desta segunda-feira (9) promete ser mais uma vez de aversão ao risco para os mercados brasileiros, com a escalada militar no Oriente Médio levando o petróleo acima dos US$ 100 o barril.
Às 7h50 (horário de Brasília), o EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, caía 1,10%, a US$ 35,88, no pré-market desta segunda.
Os ADRs (recibo de ações negociado na Bolsa de Nova York) da Petrobras (PETR3;PETR4) PBR, equivalentes aos ordinários) subiam 1,39%, a US$ 17,86, em meio ao avanço do petróleo, mas em proporção menor do que a alta de cerca de 13% da commodity.
Viva do lucro de grandes empresas
O movimento segue o das bolsas internacionais. As bolsas europeias operam em baixa de mais de 1%, à medida que a disparada do preço do petróleo intensifica temores sobre inflação e crescimento, enquanto a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã não dá sinais de recuo.
Por volta das 6h30 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 caía 1,74%, a 588,26 pontos, no terceiro pregão negativo. Na semana passada, o índice amargou queda de 5,5%, a maior em quase um ano.
Durante a madrugada, as cotações do petróleo chegaram a saltar 30%, se aproximando de US$ 120 por barril, em meio a preocupações sobre cortes na oferta diante da escalada do conflito no Oriente Médio.
Continua depois da publicidade
Posteriormente, relatos de que o G7 e a Agência Internacional de Energia (AIE) planejam discutir a liberação de reservas de petróleo, somados à oferta de petróleo bruto no mercado à vista pela Saudi Aramco, ajudaram a conter a alta da commodity. Há pouco, o petróleo tipo Brent subia 10,3%.
No domingo, 8, o Irã nomeou Mojtaba Khamenei para suceder o pai, Ali Khamenei, como líder supremo, sinalizando que os linha-dura mantêm firme controle em Teerã.
No âmbito macroeconômico, os dados mais recentes da indústria da Alemanha, maior economia da Europa, decepcionaram tanto em produção quanto em encomendas.
Às 6h43 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 1,21%, a de Paris recuava 1,69% e a de Frankfurt cedia 1,48%. As de Milão, Madri e Lisboa, por sua vez, tinham respectivas quedas de 1,56%, 1,60% e 1,06%.
(com Reuters)

