O preço médio do etanol subiu em 22 estados brasileiros em fevereiro na comparação com janeiro e, apesar de queda mensal observada em 5 unidades federativas, apenas no Amapá compensou abastecer o carro com o biocombustível. A pesquisa foi feita pela ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento, soluções de mobilidade e benefícios corporativos.
O mesmo levantamento mostra que a gasolina apresentou recuo em 16 estados no mês passado, com destaque para região Nordeste, enquanto o diesel teve retração em 22 unidades da Federação.
A análise considera transações realizadas entre 1º e 26 de fevereiro em mais de 25 mil postos credenciados em todo o país.
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Na média nacional, a gasolina comum foi comercializada a R$ 6,462, o que representa uma queda de R$ 0,021 (-0,32%) em relação a janeiro, quando custava R$ 6,483, diz a ValeCard. Já o diesel S-10 registrou baixa de R$ -0,027 (-0,43%), enquanto o etanol teve o maior avanço no período, de R$ 0,067 (+1,42%).
Segundo a ValeCard, para que o uso de etanol hidratado compense financeiramente em relação à gasolina, descontando fatores como autonomias individuais de cada veículo, o valor do litro do combustível renovável deve ser igual ou inferior a 70% do preço do litro do combustível fóssil.
O levantamento tem como base os pagamentos realizados nos postos da rede credenciada, refletindo os valores médios efetivamente pagos pelos motoristas.
| Combustível | jan/26 | fev/26 | Variação mensal (R$) | Variação mensal (%) |
| Gasolina | 6,483 | 6,462 | -0,021 | -0,32% |
| Etanol | 4,718 | 4,785 | 0,067 | 1,42% |
| Diesel S-10 | 6,336 | 6,309 | -0,027 | -0,43% |
Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, disse em nota que o movimento observado em fevereiro reflete um ajuste natural do mercado após a forte pressão registrada no início de 2026, quando os combustíveis foram impactados pelo reajuste do ICMS e pela entressafra da cana-de-açúcar. Mas ele alerta que esse quadro pode mudar por conta do conflito no Oriente Médio, que tende a mexer com as cotações internacionais do petróleo.
“O etanol segue pressionado por fatores sazonais. Estamos no período de menor oferta da cana-de-açúcar, o que reduz a disponibilidade do biocombustível e sustenta os preços em patamar mais elevado. Em alguns estados, a demanda permanece aquecida, o que amplia essa pressão”, explicou, acrescentando que o avanço do etanol anidro, que compõe 30% da gasolina, também influencia a formação de preços nas bombas.
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Mas apesar da acomodação observada em fevereiro, Braga diz que o cenário pode sofrer mudanças diante do ambiente internacional mais turbulento. “É importante destacar que esse cenário interno pode ser rapidamente impactado pelo ambiente internacional. A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, especialmente com os episódios recentes no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de escoamento de petróleo, eleva o risco de interrupção no fluxo da commodity e já pressiona as cotações internacionais”, adverte.
Braga reforça que qualquer restrição mais prolongada na região tende a afetar diretamente o preço do barril e, consequentemente, pode gerar novos repasses ao mercado brasileiro. “Estamos acompanhando esse movimento com atenção para avaliar a intensidade e a velocidade de eventual impacto nas bombas”.
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