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Escola Pernambucana de Choro realiza última encontro gratuito com roda musical no Paço do Frevo

A temporada de rodas de choro promovida pela Escola Pernambucana de Choro chega ao fim neste sábado (28), com programação no Paço do Frevo, Bairro do Recife. A atividade, aberta ao público, começa às 11h e contará com participação dos professores e instrumentistas Felipe Sarmento e Mozart Ramos.

Antes da apresentação musical, o público poderá acompanhar uma conversa dedicada ao papel do violão tenor e da flauta na produção do choro. Os dois instrumentos orientam tanto a discussão quanto o repertório que será executado durante a roda, destacando sua relevância para a tradição do frevo e do choro.




A flauta ocupa posição histórica nas formações clássicas do gênero, tendo sido difundida por intérpretes de destaque ao longo do século XX. A proposta da atividade inclui abordar aspectos interpretativos, linguagem musical e fundamentos teóricos relacionados ao instrumento, sob a condução dos convidados e de integrantes da escola.

Já o violão tenor, comum nas primeiras formações de conjuntos de choro, perdeu espaço com o passar do tempo. Apesar de menos frequente no repertório pernambucano contemporâneo, o instrumento segue presente em produções de compositores e instrumentistas que buscam resgatar sua sonoridade e possibilidades dentro do gênero.

Mozart Ramos da Costa iniciou a formação musical ainda na escola e atualmente integra a Banda Sinfônica do Recife, tendo colaborado com artistas como Beto do Bandolim, Alcymar Monteiro e grupos como SaGrama e Arabiando. Possui graduação em música e formação específica em flauta transversa.


Felipe Sarmento, multi-instrumentista autodidata, reúne trajetória que inclui composições autorais, participações em festivais e atuação em projetos musicais, com destaque para o trabalho desenvolvido com a violinha tenor.

Além das rodas e atividades formativas, a Escola Pernambucana de Choro mantém cursos voltados a instrumentos característicos do choro, como bandolim, violões de seis e sete cordas, pandeiro, cavaquinho, pífano e clarinete. Criada em 2023, a iniciativa busca fortalecer a tradição do gênero em Pernambuco, promovendo formação continuada e estimulando novas leituras e práticas musicais no estado.


*Com informações da assessoria

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Redação

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