No mês em que acontece o Dia Internacional Contra a Exploração da Mulher, no próximo dia 25, há razões para otimismo. As políticas corporativas voltadas à equidade de gênero ganharam força nas empresas, com implementações concretas em 90,28% dos grupos certificados pelo Top Employers Institute no Brasil, que já possuem treinamentos específicos para que lideranças saibam identificar casos de assédio, microagressões e discriminação.
Este dado representa um aumento de 7% em relação a 2024. Há, contudo, um caminho a ser percorrido. De acordo com a entidade, para igualdade seja alcançada, e é preciso ampliar os debates sobre as desigualdades e violência de gênero.
“Essas ações fazem parte de um movimento mais amplo de conscientização e responsabilidade corporativa. Isso significa que praticamente 100% das empresas certificadas no Brasil têm políticas formais contra assédio moral, sexual e bullying em seus códigos de conduta, além de canais de denúncia confidenciais e mecanismos internos de acompanhamento”, afirma o gerente regional para a América Latina do Top Employers Institute, Raphael Henrique.
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Os efeitos vão além do campo social e alcançam os resultados econômicos. De acordo com Henrique, organizações com mais mulheres em cargos de liderança registram 17% menos rotatividade de funcionários e maior engajamento nas equipes.
“A presença de mulheres líderes acelera naturalmente a diversidade e reduz vieses nas decisões. O diálogo melhora, a liderança se torna mais empática e o propósito organizacional fica mais alinhado ao sentido do trabalho”, explica o executivo.
Essas mudanças, segundo ele, têm impacto direto em produtividade, inovação e reputação de marca. Fatores cada vez mais valorizados por investidores e consumidores.
A importância da equidade de gênero também é reforçada por Edna Vasselo Goldoni, fundadora do Instituto Vasselo Goldoni (IVG), organização que promove programas de mentoria e inclusão feminina no mercado de trabalho. “Ambientes diversos são mais criativos, inovadores e humanos. E há evidências claras de que a diversidade traz retorno financeiro”, afirma.
Um levantamento da McKinsey & Company confirma a visão: empresas com maior diversidade de gênero na liderança têm 25% mais chances de superar suas metas financeiras.
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Apesar dos avanços, o cenário brasileiro ainda apresenta grandes disparidades. Segundo Edna, apenas 31,6% dos cargos de liderança nas empresas de capital aberto são ocupados por mulheres, e só 17,4% têm uma mulher na presidência. Nos conselhos de administração, a representatividade feminina é de 17,1%, e 58% das companhias não têm nenhuma mulher em cargos de diretoria.
“Os números mostram que o caminho ainda é longo, mas também evidenciam o tamanho da oportunidade de transformação”, ressalta a empresária.
Com presença em 125 países e mais de 2.400 empresas certificadas globalmente, o Top Employers Institute aponta que as práticas de empoderamento feminino estão se consolidando como pilares de governança e sustentabilidade corporativa. Para Henrique, essa transformação redefine o que se espera das lideranças do futuro.
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“Empresas que investem em segurança, respeito e representatividade feminina criam ambientes mais saudáveis, atraem e retêm talentos e constroem culturas organizacionais mais fortes”, diz.
Na visão de Edna, a equidade de gênero é também uma alavanca para o desenvolvimento econômico e social. “Não são apenas as organizações que ganham com isso, é toda a sociedade. Um país que dá espaço para suas mulheres prosperarem é um país que cresce com mais equilíbrio e inteligência coletiva”, conclui.
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