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Eike Batista tenta reescrever sua história e volta a falar em “projetos bilionários”

Mais de uma década após ver seu império ruir, Eike Batista tenta novamente reescrever sua história. E, ao que tudo indica, continua apostando alto. O empresário, que chegou a ser o sétimo homem mais rico do mundo, com fortuna avaliada em mais de US$ 30 bilhões pela Forbes, foi um dos palestrantes do Painel GCB “O valor da incerteza”, realizado nesta quarta-feira (29) em São Paulo.

No encontro, Eike rebateu a fama de aventureiro nos negócios. “Todos acham que eu fui o cara que mais tomou risco no Brasil, mas eu na verdade sou um exímio buscador de oportunidades”, afirmou.

Segundo ele, nunca investiu em empreendimentos que não garantissem margens de 60% e potencial de retorno de 10 a 100 vezes. “A cenoura que eu preciso ver lá na frente tem de garantir ganhos suficientes para aceitar um desaforo”, disse, citando o exemplo de uma mina no Chile, onde gastou US$ 30 milhões e vendeu o ativo por US$ 100 milhões.

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A narrativa contrasta com a derrocada do Grupo X, que desabou quando a petroleira OGX — alicerce do conglomerado — desistiu da exploração na Bacia de Campos. As ações despencaram, arrastando as demais empresas do grupo. Em pouco tempo, a fortuna de Eike minguou para R$ 3 bilhões, cerca de 10% do valor que tinha um ano antes.

O empresário ainda enfrentou o descrédito do mercado e a prisão, duas vezes, durante a Operação Lava-Jato, por corrupção, lavagem de dinheiro, manipulação de mercado e uso de informação privilegiada. Sua biografia foi tão intensa que até virou filme em 2022, e ele chegou a virar meme nas redes ao se aventurar na carreira de influenciador de empreendedorismo.

Agora, Eike tenta uma nova cartada. Apresenta novos projetos, como a supercana, que promete produzir até 12 vezes mais bagaço por hectare e gerar fibras biodegradáveis; um porto em Peruíbe (SP), a 70 quilômetros de Santos, para atender supernavios chineses, e até uma mineradora de rejeitos.

“Eu não tomo risco, eu estudo muito e busco oportunidades que outros não veem, com potencial de ganho alto para mitigar o risco com conhecimento”, disse o empresário ao final da palestra, tentando driblar a cautela do mercado e iniciar um novo capítulo numa das biografias mais controversas do capitalismo brasileiro.



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