Streaming e grandes eventos impulsionam crescimento da arrecadação musical no Brasil
O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) encerrou 2025 com R$ 2,1 bilhões arrecadados em direitos autorais de execução pública de música no Brasil.
Desse total, R$ 1,7 bilhão foi distribuído a mais de 345 mil artistas e compositores nacionais e estrangeiros, segundo o relatório anual divulgado pela instituição.
Os números representam crescimento de 15% na arrecadação e de 10% na distribuição em relação a 2024, refletindo a expansão do consumo de música em diferentes plataformas e o fortalecimento das ações de cobrança e regularização de execuções públicas.
De acordo com o Ecad, o desempenho também está relacionado a investimentos em tecnologia, cibersegurança, compliance e ampliação do diálogo institucional com usuários de música, como estabelecimentos comerciais, plataformas digitais, emissoras de rádio e televisão, cinemas, casas de festas e promotores de shows.
O segmento digital consolidou sua liderança na arrecadação de direitos autorais em 2025.
Além do ambiente digital, o segmento de shows e eventos também apresentou crescimento relevante.
Na divisão dos valores arrecadados, 78% foram destinados a artistas e compositores brasileiros, reforçando o impacto da gestão coletiva na remuneração de criadores nacionais.
Outros dados da distribuição em 2025 incluem:
A tecnologia teve papel central nas operações do Ecad ao longo de 2025.
Segundo o relatório, foram identificadas:
Nos segmentos de rádio e televisão, os sistemas de identificação automática de músicas se aproximaram de 100% de precisão, o que contribui para maior transparência e eficiência na distribuição dos valores aos titulares de direitos.
O ano também marcou o avanço do novo sistema de distribuição do Ecad, considerado o maior projeto tecnológico da instituição na última década. A iniciativa busca modernizar o processamento de dados e tornar os repasses mais ágeis.
Em 2025, a instituição também acompanhou discussões relacionadas à regulamentação da inteligência artificial no Brasil, especialmente o Projeto de Lei nº 2.338/2023.
O Ecad defende que o uso de IA na criação e reprodução musical respeite princípios como:
A entidade também participou de ações judiciais envolvendo o uso de inteligência artificial para sonorização de ambientes. Um caso analisado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina reconheceu a legitimidade da cobrança de direitos autorais pelo Ecad em um parque temático que utilizava IA para reproduzir música em espaços públicos.
A decisão confirmou que a cobrança se aplica independentemente da origem ou da forma de produção da obra musical.
Apesar do crescimento nos resultados, a inadimplência de órgãos públicos e de grandes eventos continuou sendo um desafio para o Ecad em 2025.
Para enfrentar a situação, a instituição intensificou negociações com prefeituras e governos estaduais, ampliando acordos para regularizar o pagamento de direitos autorais, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
Segundo a superintendente executiva do Ecad, Isabel Amorim, os resultados refletem o fortalecimento da gestão coletiva da música no país.
“Os resultados de 2025 reforçam a força da gestão coletiva e nosso compromisso com a valorização da música. Investimos em tecnologia e inovação para uma distribuição cada vez mais eficiente e transparente”, afirmou.
O relatório anual com todos os dados da arrecadação e distribuição de direitos autorais de música em 2025 pode ser consultado no site oficial do Ecad.
Com informações da Assessoria
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