O dólar ganhou força no Brasil entre o fim da manhã e o início da tarde, firmando-se em alta, em meio à piora dos mercados também no exterior, onde a moeda norte-americana ganhou força ante as demais divisas e o petróleo voltou a oscilar acima dos US$100 o barril, com a continuação da guerra no Oriente Médio.
Internamente, o Banco Central realizou pela manhã um “casadão” — leilões simultâneos de venda de dólares no mercado à vista e de negociação de contratos de swap cambial reverso.
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Às 13h15, o dólar à vista subia 0,68%, aos R$5,2822 na venda, enquanto no exterior a moeda norte-americana também subia ante pares do real como o peso mexicano e o rand sul-africano.
Na B3, o contrato de dólar futuro para abril — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — avançava 0,50%, aos R$5,3080.
O Banco Central vendeu nesta manhã, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso — neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.
Ao fazer o “casadão”, o BC eleva a liquidez no mercado à vista em momentos de estresse como o atual, em que o dólar tem sido pressionado pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Porém, o efeito do “casadão” sobre as cotações do dólar é, na prática, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.
Em sua operação regular de rolagem, que também tende a não influenciar as cotações, o BC vendeu no fim da manhã 50.000 contratos (US$2,5 bilhões) de swap cambial tradicional visando o vencimento de 1º de abril.
No exterior, a guerra no Oriente Médio segue em curso, com o Irã afirmando que navios devem se coordenar com sua Marinha para passar pelo Estreito de Ormuz, por onde são transportados cerca de 20% do petróleo mundial.
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Já os Estados Unidos emitiram uma isenção de 30 dias para que os países comprem produtos petrolíferos russos sancionados que estão atualmente no mar, na esperança de aliviar os preços do petróleo e do gás.
Após exibir leves baixas na manhã desta sexta-feira, o petróleo Brent virou para o positivo e neste início de tarde oscilava novamente acima dos US$100 o barril, mantendo os temores de que a guerra espalhe inflação pelos países, incluindo o Brasil.
“Houve uma piora no exterior, com o petróleo voltando aos US$100, com a indefinição na guerra. O dólar também estará subindo ante os pares do real”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.
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No campo comercial, o escritório do Representante de Comércio dos EUA informou na noite de quinta-feira que iniciou investigações de práticas comerciais desleais da Seção 301 de 60 economias, incluindo o Brasil, em relação ao que chamou de falhas na adoção de medidas sobre trabalho forçado.
A medida representa um esforço do governo Trump para restabelecer a pressão tarifária sobre países de todo o mundo, depois que a Suprema Corte dos EUA considerou ilegais, em 20 de fevereiro, suas tarifas globais.
(Com Reuters)
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