O fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil voltou a conduzir a queda do dólar nesta terça-feira, em uma sessão em que a moeda norte-americana também cedeu ante pares do real no exterior, como o peso chileno e o peso mexicano.
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Com o Ibovespa acima dos 191 mil pontos, o dólar à vista fechou em baixa de 0,27%, aos R$5,1556, o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou em R$5,1539. No ano, a moeda acumula agora queda de 6,07%.
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Às 17h04, o dólar futuro para março DOLc1 — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,32% na B3, aos R$5,1630.
A moeda norte-americana chegou a subir no início do dia, mas a abertura da bolsa brasileira colocou as cotações em trajetória de queda, em meio ao fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil.
“Tem muito capital estrangeiro entrando no Brasil, o que acaba favorecendo o real em relação ao dólar”, comentou à tarde Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.
Após marcar a maior cotação da sessão de R$5,1859 (+0,32%) às 9h47 — pouco antes da abertura da bolsa –, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1428 (-0,51%) às 13h12, quando o Ibovespa já havia superado os 191 mil pontos.
O recuo do dólar ante o real também ocorreu em sintonia com a perda de força da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano. O real e essas outras moedas estavam entre as mais valorizadas do dia neste fim de tarde.
No exterior, os investidores ainda ponderavam nesta terça-feira os riscos da política tarifária dos EUA, enquanto aguardavam o discurso do Estado da União do presidente Donald Trump, às 23h pelo horário de Brasília.
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Os EUA passaram a aplicar nesta terça-feira uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos não cobertos por isenções, segundo um aviso emitido pela alfândega do país. Essa é a taxa inicialmente anunciada por Trump na última sexta-feira, e não os 15% que ele prometeu no sábado.
A cobrança é uma reação à decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas anunciadas no ano passado por Trump sobre uma série de países, mas coloca em dúvida os acordos comerciais negociados recentemente pelos EUA com parceiros como Japão, União Europeia e Reino Unido.
No início do dia, o Banco Central do Brasil informou que o déficit em transações correntes do país chegou a US$8,36 bilhões em janeiro, ante expectativa em pesquisa da Reuters de saldo negativo de US$6,4 bilhões. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$9,809 bilhões.
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Os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram em janeiro US$8,168 bilhões, acima dos US$7,0 bilhões projetados na pesquisa, mas não compensando totalmente o déficit em transações correntes no mês. Em janeiro de 2025, o saldo de IDP foi de US$6,708 bilhões.
(Com Reuters)
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