Localizado em frente à Praia da Enseada, no Guarujá (SP), o Casa Grande Hotel Resort & SPA iniciou um novo ciclo de reposicionamento de sua estrutura e serviços após investir cerca de R$ 18 milhões em melhorias.
As intervenções incluíram a ampliação de áreas sociais, mudanças na experiência gastronômica e novos espaços de convivência. “O hotel precisava acompanhar o mercado”, declara o diretor geral do hotel, Lourival de Pieri, em entrevista ao DIÁRIO DO TURISMO, que esteve no local por um final de semana e viu as melhorias de perto.
Por CLARA RIBEIRO SILVA
Com arquitetura colonial brasileira e estrutura voltada a diferentes perfis de viajantes, o resort combina lazer à beira-mar, recreação infantil diária, SPA e uma gastronomia reconhecida. O empreendimento também disponibiliza formatos como Day Use e Passaporte Infantil, permitindo que visitantes não hospedados aproveitem parte da infraestrutura, mediante disponibilidade.
Segundo Lourival, o hotel passou por várias reformas ao longo de sua trajetória, mas a mais recente foi concluída ao longo dos últimos dois anos, com impacto direto em áreas estratégicas da experiência do hóspede.
Uma das mudanças impactantes aconteceu na varanda do café da manhã, que tem vista para o mar. Por dois dias, o Diário teve o prazer de estar em uma das mesas do espaço ampliado e apreciar a paisagem durante a refeição.
“Eu estou aqui há 31 anos. Já fizemos várias reformas, mas a mais recente foi a desses últimos dois anos. Foi essa que você viu agora, quando tomou o café da manhã aqui”, conta Lourival.
Segundo o gestor, o espaço é tradicionalmente disputado por hóspedes que buscam tomar café da manhã ao ar livre, com vista para a praia.
“Você viu que a gente tem uma varanda enorme. Na realidade, antes essa varanda existia apenas no restaurante central. Ou seja, a gente tinha oito mesas na varanda. Tínhamos uma varanda menor voltada para a piscina”.
“A gente fez a união da varanda da quadra da frente com a da piscina. Então saímos de oito mesas para 26 mesas. Ou seja, crescemos bastante em termos de espaço para aquele hóspede que veio para a praia e quer tomar café na varanda.”
O diretor explica que o ganho não foi apenas estético: foi também uma resposta a uma demanda real de uso, evitando frustração em períodos de alta ocupação.
“A varanda sempre foi muito procurada. Hoje você mesmo tomou café na varanda e viu que ela é enorme. Antes ela só tinha oito mesas. Imagine um hotel com 300, 400 ou 600 hóspedes disputando essas mesas. Virava uma “briga” e gerava frustração.”
Além disso, a solução arquitetônica ampliou espaços cobertos e liberou área útil embaixo da varanda.
“Foi também uma ideia muito bonita, porque além de o hotel ganhar esse recurso todo, ganhamos áreas embaixo. Como a varanda foi construída em cima, nós ganhamos espaço coberto embaixo. Com isso ampliamos o restaurante e também o sushi, que ganhou todo o pergolado em cima.”
A reforma também reposicionou áreas gastronômicas, com um novo desenho de uso e flexibilidade para eventos. “Quando construímos a varanda em cima, criamos uma área coberta embaixo. Então pensamos: precisa ter alguma coisa aqui.”
A solução encontrada foi incorporar um restaurante especializado em culinária japonesa com almoço e jantar. “Foi assim que ampliamos o restaurante e também criamos esse espaço do sushi aqui. Hoje inclusive temos almoço aqui.”
O sushi bar, segundo ele, passou a operar como restaurante noturno e também foi integrado ao desenho do lobby e do salão de eventos.
Para dar versatilidade ao ambiente, o hotel duplicou o bar e criou uma dinâmica de ocupação conforme o tipo de ocasião.
“Nós fizemos esse bar duplicado justamente para poder usar o espaço de formas diferentes. Só com o fechamento da cortina eu consigo fazer um almoço aqui e atender os hóspedes normalmente do hotel ali. Também posso fazer algo exclusivo: um almoço de casamento ou um evento que utilize essa área.”
“No dia a dia, o funcionamento normal é como sushi bar. É um restaurante com um espaço muito bonito, com vista para o mar”, explica De Pieri.
A gastronomia, aliás, aparece como diferencial do complexo: o Casa Grande reúne seis restaurantes, abertos também ao público externo — Thai (tailandês), Atlântico (mediterrâneo e frutos do mar), Sushi Bar (japonês), Vila Rica (italiano), Casa Grande I e II (buffets) e Colonial Café (casual).
Três deles (Thai, Atlântico e Sushi Bar) são reconhecidos com o selo Traveller’s Choice do TripAdvisor.
Lourival reforça que o DNA gastronômico influencia o comportamento de compra: muitos hóspedes preferem a diária com café da manhã para ter liberdade de escolher restaurantes.
“Hoje muitos hóspedes preferem reservar só com café da manhã para experimentar os restaurantes”, diz ele.
Esse posicionamento é complementado pelas informações institucionais: o resort opera dois regimes principais (café da manhã e meia pensão) e mantém restaurantes também abertos ao público externo.
A modernização incluiu mudanças em outras áreas sociais, com renovação de mobiliário e reconfiguração do lobby. “Fez parte do investimento de cerca de 18 milhões de reais.”
Lourival detalha que o investimento foi distribuído entre lobby, restaurante, piscina, praia e também o beach club — que passou a contar com DJ aos fins de semana.
“Nós fizemos uma reforma completa, compramos mobiliário novo. O beach club ganhou um novo conceito, com DJ aos fins de semana. Também renovamos o lobby, o restaurante Atlântico com mobiliário totalmente novo, além de trocar todo o mobiliário da piscina e da praia. Toda essa área social foi renovada”, conta Lourival.
Com isso, o hotel passou a exibir uma característica marcante que, segundo ele, surpreende hóspedes recorrentes: a percepção do mar “dentro” do hotel.
“Isso trouxe um impacto muito grande, inclusive para hóspedes habituais do hotel. Muitos chegam e ficam surpresos ao ver o mar daqui de dentro”, comemora o gestor.
Além das intervenções nas áreas sociais, gastronômicas e de lazer, o Parque da Criança também fez parte do pacote de investimentos de cerca de R$ 18 milhões realizado pelo Casa Grande Hotel Resort & SPA.
Com 6.000 m², a estrutura reforça a estratégia do empreendimento de ampliar sua atratividade junto ao público familiar, somando-se às melhorias recentes que buscaram diversificar a experiência dos hóspedes no hotel.
Para os próximos dias, o DIÁRIO publicará matéria exclusiva sobre o espaço infantil do hotel.
Ao falar de resultados, Lourival evita atribuir a performance a um único ponto, destacando sazonalidade, feriados e contexto do país — mas relaciona as mudanças e a exposição das notícias a um efeito positivo.
“A taxa de ocupação depende de vários fatores. Depende do momento do Brasil, da economia, dos feriados no ano. Mas quando fizemos esse retrofit e começaram a sair as notícias sobre as mudanças, com certeza houve impacto positivo na ocupação. Não só por essa reforma, mas também por outros investimentos anteriores que foram feitos”, enumera.
A jornalista do DIÁRIO viajou ao Guarujá a convite do Casa Grande Hotel Resort & SPA.
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