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Destino de refugiada síria chega ao Festival de Cinema de Sundance

A odisseia de uma jovem refugiada síria na Europa chegou às telas de cinema em Sundance, o principal evento anual de cinema independente dos Estados Unidos. O documentário “One in a Million” estreou na sexta-feira (23) no Festival de Cinema de Sundance, que começou em 22 de janeiro nas montanhas de Utah.


Quando um milhão de sírios fugiram de uma sangrenta guerra civil em 2015, Itab Azzam e Jack MacInnes viajaram para Izmir, na Turquia, onde conheceram uma jovem que personificava as dificuldades enfrentadas por tantos refugiados.


Isra’a, então com 11 anos e tendo fugido de Aleppo, tornou-se a protagonista de “One in a Million”. Nos dez anos seguintes, os cineastas acompanharam a jornada dela e de sua família pela Europa, até a Alemanha e o início de uma nova vida.


“Havia algo em Isra’a que, para nós, parecia encapsular tudo o que estava acontecendo”, disse MacInnes ao público na estreia.


O documentário mescla imagens de arquivo com entrevistas presenciais que revelam a evolução da relação da jovem com a Alemanha, sua religião e seu pai. Esse vínculo é o fio condutor emocional da história, que mostra como ela se transforma com as liberdades que descobrem na Europa, liberdades às quais seu pai luta para se adaptar.


Isra’a, que no final do filme é uma mãe casada que vive na Alemanha, disse que ver sua vida na tela do cinema em Park City foi “lindo”.





Busca no Vístula

O tema familiar também está no centro de “Closure”, de Michal Marczak, que estreou na sexta-feira no Festival de Sundance. O documentário, com forte apelo cinematográfico, conta a história da busca de um pai por seu filho adolescente, desaparecido no rio Vístula, o maior curso d’água da Polônia.


Durante 12 meses, Marczak acompanhou o pai, Daniel, enquanto ele explorava o rio de barco e com drones subaquáticos, dividido entre o medo de encontrar o corpo de seu filho Chris e a esperança desesperada de que ele ainda estivesse vivo.


O rio se torna um reflexo do tormento de Daniel e da esperança cada vez mais frágil de sua esposa, Agnieszka, de que Chris um dia volte para casa.


A busca de Daniel se estende do rio para o mundo digital, enquanto ele tenta entender como uma geração constantemente conectada pode, às vezes, se sentir tão isolada.


Marczak contou que começou seu filme quase por acaso, depois de conhecer Daniel enquanto navegava pelo rio Vístula com sua esposa e considerava um projeto de ficção.


O Festival de Cinema de Sundance, em sua primeira edição desde a morte de seu fundador, Robert Redford, acontece até 1º de fevereiro.

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Fonte

Redação

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