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Dentro da cabeça de Patti Smith: 10 livros que sustentam a artista por trás do mito

Dentro da cabeça de Patti Smith: 10 livros que sustentam a artista por trás do mito

Em 2008, durante um festival em Melbourne, Patti Smith surpreendeu parte do público ao distribuir uma folha datilografada com seus livros preferidos, em vez de um set list comentado ou material promocional. Na página apareciam, lado a lado, romances do século 19, clássicos modernistas e ficção contemporânea, de “Moby Dick” a “O Mestre e Margarida”. Aquela seleção, retomada mais tarde em entrevistas, acabou funcionando como primeira imagem pública da biblioteca íntima da artista.

A partir daí, o mapa de leituras foi ficando mais nítido. Em memórias como “Só Garotos” e “M Train”, Patti conta como certos livros a acompanharam da adolescência à vida adulta, lembra cadernos de anotações e exemplares perdidos em viagens. Em 2019, numa entrevista em formato de questionário ao jornal “The Guardian”, ela indicou “Mulherzinhas” como o livro que a convenceu de que poderia ser escritora, citou “O Diário de um Ladrão”, de Jean Genet, como o que mais influenciou sua prosa e descreveu “O Jogo das Contas de Vidro”, de Hermann Hesse, como uma obra que ampliou sua forma de pensar.

Outras declarações, em formatos diferentes, completam o quadro. Numa newsletter recente, Patti escreve que “O Diário de Anne Frank” mudou sua vida e continua a afetá-la décadas depois, em linha com lembranças de infância marcadas por relatos da guerra. Em “M Train”, Sylvia Plath entra em cena por meio de “Ariel”, tratado como livro de cabeceira e objeto físico quase ritual. Em entrevista à revista “Elle”, a artista se refere a “2666”, de Roberto Bolaño, como uma obra-prima do século 21 e recomenda reler grandes clássicos, entre eles “Moby Dick”, de Herman Melville.

Quando essas fontes são colocadas lado a lado, alguns títulos se destacam pela insistência com que retornam e pelo peso que ganham na fala de Patti Smith. Além de “Mulherzinhas” e “O Diário de Anne Frank”, aparecem “Villette”, de Charlotte Brontë, lembrado como romance emocionalmente exaustivo, e “As Ondas”, de Virginia Woolf, associado à ideia de um livro amplo, ao mesmo tempo rigoroso e espiritual. A eles se somam “O Mestre e Margarida”, “O Diário de um Ladrão”, “Ariel”, “O Jogo das Contas de Vidro”, “Moby Dick” e “2666”.

Juntos, esses dez livros formam o núcleo mais constante dentro das leituras de Patti Smith. São obras que ela menciona repetidamente, ligadas a verbos fortes como mudar, expandir, devastar, inspirar. Funcionam como eixo para entender a trajetória de uma artista que, antes de ser apontada como ícone punk, aparece como leitora voraz, habituada a bibliotecas e sebos. A lista que se segue condensa esse núcleo e oferece um recorte possível da biblioteca que acompanha Patti há mais de cinquenta anos.



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