A Delta Air Lines iniciou 2026 reforçando a estratégia de foco em passageiros de maior renda, após divulgar um balanço trimestral acima do esperado e anunciar novas encomendas de aeronaves de trajeto longo. No quarto trimestre de 2025, a companhia registrou lucro operacional de US$ 1,5 bilhão. O lucro ajustado foi de US$ 1,55 por ação, superando levemente as projeções do mercado – de US$ 1,53, de acordo com analistas consultados pela FactSet.
A receita ajustada foi de US$ 14,606 bilhões, abaixo da expectativa de US$ 14,682 bilhões, apesar de impactos negativos como o “shutdown” do governo dos EUA no ano passado, que retirou cerca de US$ 200 milhões do lucro antes de impostos.
No guidance, a Delta afirmou esperar aceleração do crescimento da receita e dos resultados ao longo de 2026, impulsionada pela expansão da oferta de assentos premium.
A companhia projeta que 60% ou mais da receita anual venha de clientes corporativos e de alto padrão e estima que o lucro por ação (EPS) fique entre US$ 6,50 e US$ 7,50, o que representa um avanço de cerca de 20% em relação a 2025, abaixo do consenso de mercado, de US$ 7,28, à medida que praticamente todo o crescimento de capacidade se concentre em zonas de maior valor agregado, como a Delta One e a primeira classe.
Em paralelo ao balanço, a companhia anunciou a encomenda de 30 aeronaves Boeing 787-10 Dreamliner, com opção de compra de outras 30, marcando seu primeiro pedido direto desse modelo à Boeing. As entregas iniciais estão previstas para 2031, e os jatos serão empregados em rotas transatlânticas e para a América do Sul, com cabines amplas voltadas ao público premium. Com o novo acordo, o livro de encomendas da Delta soma 130 aviões da Boeing.
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A aérea também informou que os novos 787-10 serão equipados com motores GEnx, da GE Aerospace, incluindo pacotes de suporte e manutenção de longo prazo. Para a empresa, a combinação de frota mais eficiente e maior oferta de assentos de alto valor sustenta a estratégia de crescimento internacional e modernização, em um setor que deve se beneficiar de uma demanda por viagens ainda resiliente, sobretudo entre as grandes companhias.
*Com informações da Dow Jones Newswires
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