O Lufthansa Group confirmou que tem interesse em participar no processo de privatização da TAP Air Portugal e avalia investimentos adicionais no país.
A declaração foi feita nesta sexta-feira (6), por Carsten Spohr, CEO do grupo, durante a apresentação dos resultados financeiros de 2025. Segundo o executivo, a transportadora portuguesa pode reforçar a presença do grupo alemão em mercados estratégicos como Brasil e América Latina, considerados relevantes na estratégia internacional da companhia.
Durante a conferência de imprensa, Carsten Spohr afirmou que a companhia portuguesa representa um potencial alinhamento estratégico para o grupo e que a rede de rotas da TAP, particularmente no eixo entre Europa e América do Sul, poderia complementar a malha de hubs do grupo alemão.
Ele destacou ainda que a posição geográfica de Portugal oferece uma vantagem operacional no Atlântico.
O processo de privatização da TAP também atrai interesse de outros grandes conglomerados europeus de aviação, como o grupo Air France-KLM e o grupo International Airlines Group (IAG), controlador de companhias como Iberia e British Airways.
Spohr observou que esses concorrentes já possuem forte presença no Atlântico Sul, com hubs relevantes em cidades como Madrid e Paris. Segundo o executivo, essa configuração reforça o argumento estratégico para uma eventual participação do Lufthansa Group no capital da companhia portuguesa.
Além do interesse na privatização, o grupo alemão mantém investimentos industriais no país por meio da Lufthansa Technik, divisão especializada em manutenção, reparo e revisão de aeronaves (MRO).
A empresa está a construir uma unidade industrial no parque empresarial Lusopark, em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro. A instalação será dedicada à manutenção de componentes aeronáuticos.
O grupo também analisa a criação de uma escola de formação de pilotos no país, iniciativa que está a ser discutida em articulação com a Força Aérea Portuguesa. Projetos desse tipo são utilizados por grandes grupos de aviação para ampliar o pipeline de formação de tripulações, diante da crescente demanda global por pilotos comerciais.
O processo de privatização da TAP encontra-se em fase inicial. As propostas não vinculativas deverão ser entregues até 2 de abril.
Os interessados precisam apresentar a proposta financeira pelo capital da companhia, planos industriais e estratégicos, estimativas de sinergias operacionais, mecanismos de valorização futura, como cláusulas de earn-out; e garantias de manutenção do estatuto da TAP como operador aéreo da União Europeia.
O modelo definido pelo governo português prevê a venda de até 44,9% do capital da TAP, com 5% reservados aos trabalhadores. Caso essa participação não seja subscrita, o futuro comprador poderá exercer direito de preferência.
O Lufthansa Group registrou lucro 1,3 bilhão de euros (R$ 7,95 bilhões) em 2025, resultado 3% inferior ao obtido em 2024, segundo os dados apresentados pela companhia nesta sexta-feira (6).
Apesar da ligeira retração no lucro, o grupo reportou receita recorde de 39,6 bilhões de euros (R$ 242,2 bilhões) no mesmo período.
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