A Dassault Aviation anunciou na última quarta-feira (7), que encerrou 2025 com entregas de caças Rafale ligeiramente acima da meta anual.
O fabricante entregou 26 unidades ao longo de 2025, superando marginalmente a projeção inicial de 25 aeronaves. Do total, quinze delas foram destinadas a clientes de exportação e onze às Forças Armadas da França.
No segmento de aviação de negócios, o fabricante francês entregou 37 jatos executivos Falcon no mesmo período, abaixo da meta de quarenta aeronaves estabelecida para o ano.
Apesar do cumprimento da meta de entregas, a entrega de 26 caças em um ano corresponde a um ritmo de produção pouco superior a duas aeronaves por mês, ainda abaixo do patamar de três unidades mensais.
A administração da Dassault reconhece que os planos de aceleração industrial vêm sendo restringidos por dificuldades na cadeia de suprimentos. Aproximadamente quatrocentas empresas participam da fabricação do Rafale, e parte desses fornecedores enfrenta desafios para se recuperar dos efeitos da pandemia de covid-19 e da elevação nos custos de matérias-primas, fatores que limitam a capacidade de expansão da linha de montagem final.
Mesmo com essas restrições industriais, o grupo revisou para cima sua projeção de receita em 2025, indicando faturamento superior a 7 bilhões de euros (R$ 44 bilhões). A Dassault informou que divulgará os resultados financeiros no início de março.
Ao final de 2025, a carteira de pedidos do Rafale somava 220 aeronaves, sendo 45 destinadas à França e 175 a clientes internacionais. Mantido o ritmo de entregas registrado em 2025, esse volume representa aproximadamente dez anos de produção.
A carteira atual reflete uma série de contratos de exportação firmados nos últimos anos com países como Egito, Qatar, Índia, Grécia, Croácia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia e Sérvia, além de encomendas domésticas francesas. Ao final de 2024, o total acumulado de pedidos do Rafale desde o início do programa alcançava 507 aeronaves, das quais 273 para exportação e 234 para a França.
Em 2025, a Dassault registrou 26 novos pedidos de exportação para o Rafale e 31 encomendas de jatos de negócios Falcon. Esse desempenho manteve a carteira do caça praticamente estável em 220 unidades e indicou recuperação da demanda por aeronaves executivas em comparação com 2024.
Além da carteira firme, negociações em diferentes regiões apontam para continuidade da demanda pelo Rafale no longo prazo. No Oriente Médio, França e Iraque estariam em fase avançada de tratativas para a aquisição de quatorze caças Rafale F4, sendo dez monoplace e quatro biplace, com possível assinatura de contrato ao longo de 2026.
Na Ásia, a Força Aérea Indiana conduz negociações governamentais para a compra de até 114 caças adicionais no âmbito do programa Multi-Role Fighter Aircraft, posicionando o Rafale como um dos principais concorrentes para a próxima grande aquisição de caças da Índia.
Na Europa, Ucrânia e França assinaram, em novembro, uma carta de intenções que prevê a possível aquisição de até cem Rafale F4 ao longo da próxima década, além de sistemas de defesa aérea, munições e drones.
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