Pedir um tempo a Josh não vira pausa quando a decisão seguinte é fazer as malas. Alice muda-se para Nova York, passa a morar com a irmã e começa a trabalhar como paralegal, entrando numa rotina que exige resposta rápida: trabalho novo, gente nova, noites livres demais. O namoro, agora à distância, deixa de segurar a semana. Sem esse amortecimento, cada saída vira escolha com custo e com sobra — e a sobra reaparece como cansaço, arrependimento ou vontade de repetir.
Robin encurta o caminho entre colega de trabalho e companhia de noite. Ela arrasta Alice para festas, noites e encontros casuais, como se a agenda tivesse que ser preenchida antes de qualquer dúvida. A consequência aparece na prática: Alice passa a circular por situações que não existiam no relacionamento longo e troca previsibilidade por uma sequência de noites fora e encontros. O bar de Tom entra como ponto recorrente desse caminho, lugar de conversa e de encontro, e as saídas acumulam decisões pequenas que voltam para casa com Alice.
Ao procurar Josh para retomar o namoro, Alice esbarra num fato fechado. Ela descobre que ele está saindo com outra pessoa, e a notícia fecha a porta do “tempo” como promessa. A solteirice, a partir daí, deixa de ser só novidade e vira reação a uma perda concreta. Alice continua indo ao trabalho e continua aceitando convites, mas carrega a tarefa de lidar com escolhas que ela colocou em movimento sem saber bem como sustentar.
Lucy insiste em outra aposta, repetida noite após noite: achar “a pessoa certa” por apps e sites de encontro. Ela aparece com frequência no bar, usa a internet dali e relata uma sequência de dates ruins. Tom, bartender e dono do lugar, se aproxima pela constância do convívio e pela conversa, criando expectativa sem acordo explícito. Quando Lucy começa a sair com George — depois de desabar no voluntariado numa livraria e ser consolada por ele — Tom passa a encarar o mesmo bar de outro lugar, já que os encontros continuam acontecendo ali.
Meg toma uma decisão com consequência imediata. Médica obstetra, ela resolve engravidar via doador de esperma e fica grávida, sem depender de relacionamento para isso. O complicador aparece na festa de Natal do escritório de Alice: Meg conhece Ken, fica com ele e tenta manter a situação sob controle, inclusive escondendo a gravidez. Essa escolha cria um atraso de informação que ronda os encontros seguintes e empurra Meg para explicações que ela adia o máximo possível.
Dar forma à própria fase leva Alice a outro encontro: um evento de networking, David e um namoro que avança. A condição vem junto — ele é pai, e a vida dele inclui a filha, Phoebe. O limite aparece de maneira direta quando Alice ultrapassa uma linha na interação com a menina e ouve: “você não é a mãe”. Depois desse corte, o namoro ganha uma regra explícita e um espaço delimitado, e Alice precisa lidar com a distância entre estar com David e ter acesso livre ao que está ao redor dele.
Incomodado com Lucy ao lado de George, Tom busca distração e chama Alice para beber; os dois dormem juntos como fuga. A noite não organiza nada: só acrescenta um vínculo novo dentro do mesmo grupo que continua se encontrando. Quando chega a festa de aniversário de Alice, as conversas deixam de caber em separado, e o risco passa a ser atravessar a noite sem escolher o que dizer, para quem e em que momento.
Filme:
Como Ser Solteira
Diretor:
Christian Ditter
Ano:
2016
Gênero:
Comédia/Drama/Romance
Avaliação:
8/10
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Natália Walendolf
★★★★★★★★★★
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