A CVC Corp encerrou 2025 com resultados que mostram uma virada consistente na operação. A empresa somou R$ 16,8 bilhões em reservas confirmadas ao longo do ano, avanço de 16% na comparação anual, e atingiu margem EBITDA de 31,8%, o maior nível já registrado em um ciclo completo, superando inclusive os números de antes da pandemia.
Os dados foram divulgados junto com o balanço do quarto trimestre e reforçam um movimento que já vinha sendo observado ao longo do ano. Mais do que crescer em volume, a companhia conseguiu melhorar a rentabilidade e gerar caixa de forma mais consistente.
Crescimento puxado pelo B2B e avanço internacional
Grande parte desse desempenho veio da operação B2B, especialmente com a Rextur Advance, que manteve a posição de maior consolidadora aérea do Brasil e ampliou sua atuação fora do país com novos contratos globais.
Outras frentes também contribuíram para o resultado. A Visual Turismo e a Conectaas tiveram desempenho acima do esperado, refletindo uma demanda aquecida em nichos específicos do mercado. Já no B2C, a operação de lazer seguiu expandindo presença em cidades menores, fortalecendo o modelo omnicanal.
Na Argentina, o crescimento chamou atenção. As marcas Almundo, Ola e Biblos registraram alta de 29% nas reservas ao longo do ano, impulsionadas por ajustes feitos anteriormente, como expansão de lojas, integração operacional e revisão do portfólio.
Eficiência operacional e digital ganham protagonismo
Outro ponto importante foi a evolução na eficiência da operação. A empresa investiu em tecnologia e revisou processos internos para ganhar produtividade.
Entre os destaques está o uso de inteligência artificial na Rextur Advance, além de mudanças em rotinas comerciais e operacionais nas lojas físicas. O lançamento da Conectaas também entra nesse movimento, ampliando o ecossistema digital da companhia.
Esse conjunto de iniciativas ajudou a empresa a operar melhor, com mais controle e menos desperdício, algo que se reflete diretamente na margem.
Margem recorde e geração de caixa robusta
O EBITDA ajustado chegou a R$ 458,6 milhões em 2025, um crescimento de 17,8% em relação ao ano anterior. O número não só acompanha o aumento das reservas, como mostra ganho real de eficiência.
A geração de caixa operacional foi outro destaque, somando R$ 412 milhões no ano. O valor representa um aumento de R$ 175 milhões frente a 2024, puxado principalmente por melhorias na gestão de capital de giro e maior disciplina financeira.
Esse resultado dá mais fôlego para a companhia seguir investindo sem pressionar tanto a estrutura financeira.
Redução da dívida reforça novo momento
Com mais caixa em mãos, a empresa também avançou na redução do endividamento. A dívida líquida caiu R$ 97 milhões na comparação com o terceiro trimestre e a alavancagem fechou o ano em 0,2 vez o EBITDA.
Na prática, isso coloca a companhia em um nível de conforto financeiro bem diferente do observado nos últimos anos, especialmente no período pós-pandemia.
O que esperar da CVC em 2026
Para 2026, a estratégia segue ancorada em alguns pilares já conhecidos: foco no cliente, transformação digital, eficiência operacional e disciplina financeira.
A expectativa é que a empresa continue explorando novas frentes de crescimento, mantendo o ritmo de geração de valor, mas com mais cautela e controle.
Se 2025 marcou a recuperação com consistência, o próximo passo parece ser consolidar esse novo patamar sem abrir mão da rentabilidade.