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criador de “reality” com jovens recebe 11 anos de prisão por exploração

criador de “reality” com jovens recebe 11 anos de prisão por exploração

A Justiça da Paraíba condenou o influenciador Hytalo Santos a 11 anos e 4 meses de prisão por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. O marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro, foi sentenciado a 8 anos e 10 meses. As informações são do G1.

Além das penas em regime fechado, o magistrado fixou indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil. A também sentença manteve a prisão preventiva do casal, sob o entendimento de que permanecem os fundamentos que justificaram a custódia cautelar.

Segundo a decisão, o casal promovia atividades com os adolescentes que teriam uma estrutura descrita como ambiente controlado, comparável a um “reality show”, no qual os jovens eram inseridos em situações consideradas inadequadas à faixa etária.

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O juiz registrou que havia permissividade, inclusive com fornecimento de bebidas alcoólicas, além de falhas relacionadas à alimentação e à frequência escolar. Para o magistrado, os crimes foram cometidos com exploração da vulnerabilidade das vítimas.

O caso ganhou projeção nacional após a divulgação, em agosto de 2025, de vídeo publicado pelo youtuber Felca sobre a adultização de menores nas redes sociais. Hytalo havia se tornado conhecido por organizar realities com adolescentes, conteúdo que passou a ser alvo de críticas por incluir relacionamentos entre os jovens e cenas interpretadas como sexualizadas.

A defesa informou que recorrerá da condenação. Em vídeo divulgado no domingo (22), o advogado Sean Kompier Abib afirmou que a decisão teria se baseado “exclusivamente em opiniões pessoais” e desconsiderado elementos apresentados no processo. Ele também classificou a sentença como “preconceituosa e discriminatória” ao tratar da personalidade do influenciador.

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Hytalo e Israel foram presos em São Paulo em 15 de agosto de 2025 e, posteriormente, transferidos para João Pessoa, onde permaneciam detidos preventivamente desde o dia 28 daquele mês. O Tribunal de Justiça da Paraíba deve retomar na terça-feira (24) a análise de um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

O casal responde ainda a processo na Justiça do Trabalho, no qual é acusado de tráfico de pessoas para exploração sexual e de submeter vítimas a condições análogas à escravidão.



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