Copastur e Lufthansa acabam de anunciar uma série de iniciativas voltadas a engajar o setor de viagens na agenda climática após discussões da COP 30, realizada em Belém. As ações buscam promover práticas de redução de emissões e ampliar o uso de critérios ESG no turismo.
O Green Fares Take Over marca o início da mobilização interna, com a instalação de uma parede com elementos naturais na sede da Copastur. O objetivo é reforçar o compromisso ambiental entre empresas e público corporativo, além de apresentar tarifas que antecipam a compensação de carbono em viagens.
Na abertura do programa, Allan Jacch, Key Account Manager do Lufthansa Group, explicou que a estratégia climática se apoia em modernização de frota, adoção de SAF e redução de rotas curtas na Europa por modais alternativos. “Pensamos em uma ação com três pilares: inspiracional, educacional e colaborativo”, disse.
A programação incluiu palestra da jornalista e especialista em sustentabilidade Rosana Jatobá, que apresentou dados sobre a crise climática e os impactos econômicos e ambientais no país. Segundo ela, mudanças de comportamento já influenciam o setor. “Agências de viagem podem mobilizar toda a cadeia produtiva”, afirmou durante o encontro.
Para Edmar Mendoza, CEO da Copastur, a parceria busca ampliar resultados e estimular responsabilidade no turismo. “A parceria com a Lufthansa mostra que é possível conectar a indústria de viagens a futuros mais sustentáveis, com inovação, responsabilidade e colaboração”, declarou.
A líder de ESG na Copastur, Gabriela Rodrigues, destacou ações internas relacionadas ao controle de emissões, certificações ambientais e projetos sociais contínuos. Ela reforçou a importância da continuidade das iniciativas após a COP. “Aprender, conectar e ampliar o impacto positivo”, afirmou.
O primeiro encontro entre as empresas ocorreu em setembro com a realização do C+ Future ESG, que reuniu lideranças corporativas e representantes de organizações ambientais e indígenas para debater caminhos para negócios alinhados à agenda climática.
Mendoza acrescentou que o trabalho conjunto marca uma nova fase da estratégia corporativa. “O impacto positivo deixa de ser promessa e se torna prática cotidiana”, concluiu.
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