Nordeste Magazine
Turismo

Controle da TAP será disputado entre Lufthansa e Air France-KLM

Controle da TAP será disputado entre Lufthansa e Air France-KLM

IAG não apresenta proposta pela TAP Air Portugal, deixando Lufthansa Group e Air France-KLM como únicos interessados

A ausência de proposta da International Airlines Group (IAG) para aquisição de até 49,9% da TAP Air Portugal, dentro do prazo encerrado na última quinta-feira (2), restringiu a disputa pela companhia portuguesa ao Lufthansa Group e à Air France-KLM, que confirmaram o envio de propostas vinculantes.

A IAG, controlador de empresas como British Airways e Iberia, com voos regulares para o Brasil, não apresentou oferta formal.

Segundo a imprensa europeua, a holding mantinha reservas quanto à ausência de um caminho claro para aquisição de participação majoritária na TAP no longo prazo — condição considerada estratégica pela empresa.

Com a saída da IAG, o processo competitivo segue com dois interessados, ambos com presença consolidada no mercado europeu e histórico de expansão por meio de aquisições e integração de companhias aéreas.

Propostas

O Lufthansa Group confirmou o envio de proposta dentro do prazo. Dieter Vranckx, CCO do grupo, disse que a companhia mantém interesse na TAP, mesmo em meio ao processo de integração da ITA Airways. Segundo Vranckx, o grupo projeta consolidar uma participação majoritária na ITA antes de iniciar eventual integração da TAP, caso sua proposta seja bem-sucedida.

Já o Air France-KLM também formalizou sua oferta. Em entrevista à agência Bloomberg, Benjamin Smith, CEO do grupo, destacou o alinhamento estratégico da TAP com o modelo operacional do grupo.

Estrutura da privatização

O governo de Portugal planeja manter uma participação de 50,1% no capital da TAP, assegurando o controle estatal da companhia aérea.

Na primeira fase da privatização, 5% das ações serão reservadas a empregados da empresa e até 44,9% poderão ser adquiridos por um investidor privado. Esse percentual poderá ser ampliado caso a totalidade das ações destinadas aos funcionários não seja subscrita.

Entre as condições estabelecidas pelo governo português estão a manutenção da marca TAP e a preservação do hub principal em Lisboa, considerados ativos estratégicos para a conectividade internacional do país.





Fonte

Veja também

52 milhões colocam Casa Branca no centro da privatização da TSA nos EUA

Redação

Mercado de combustível sustentável de aviação avança no Brasil

Redação

MSC Cruzeiros investe em narrativa sensorial para atrair viajantes em 2026

Redação

Leave a Comment

* By using this form you agree with the storage and handling of your data by this website.