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Controladores compraram R$ 5,3 bi em ações da B3 em 2025

O Ibovespa renovou máximas históricas nesta quarta-feira (21), ao ultrapassar os 170 mil pontos, confirmando as projeções mais otimistas feitas no ano passado, quando o mercado e os empresários martelaram o mantra de que a Bolsa estava “barata”. Nessa toada, os controladores correram para comprar papeis de suas próprias companhias — mas quem gastou mais ainda está “no vermelho”.

Dados de negociações de insiders compilados pelo Itaú BBA mostram que executivos, conselheiros e acionistas controladores foram compradores líquidos de ações ao longo de 2025, em um período que antecedeu o rali recente da Bolsa.

Leia mais: 5 razões que deixam o JPMorgan otimista com a Bolsa brasileira no começo do ano

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Eles realizaram mais de 6.500 transações únicas no ano passado, resultando em compras líquidas de R$ 5,46 bilhões. Os controladores responderam pela maior parte desse volume, com R$ 5,3 bilhões em compras líquidas, enquanto a administração comprou R$ 1 bilhão. Já os conselhos de administração foram vendedores líquidos de R$ 0,9 bilhão.

O movimento não foi uniforme entre setores. Utilities lideraram as compras como proporção das ações em circulação, seguidas por comunicação e consumo básico. Por outro lado, tecnologia da informação e consumo discricionário registraram vendas líquidas ao longo de 2025, segundo o levantamento.

Mas entre as ações com maior volume de compras em relação ao total de papéis em circulação, destacaram-se papeis que passam por quedas fortes na janela de 12 mees. É o caso de Grendene (GRND3), BRF (BRFS3), Hidrovias do Brasil (HBSA3), Hapvida (HAPV3) e Banco Pan (BPAN3).

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No sentido oposto, CEAB3, CXSE3, MULT3, COGN3 e AZZA3 figuraram entre as que tiveram maior proporção de vendas líquidas por insiders.

Os dados de dezembro de 2025 indicam continuidade do padrão observado ao longo do ano. No último mês, GRND3, TEND3 e SRNA3 concentraram as maiores compras líquidas, enquanto CEAB3, ALLD3 e SCAR3 lideraram as vendas. No recorte setorial, utilities voltaram a ser destaque entre os compradores, enquanto consumo discricionário permaneceu como vendedor líquido.



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