O minidólar (WDOH26) encerrou a última sessão (13/02) com leve alta de 0,04%, aos 5.231 pontos, praticamente estável. O CPI avançou 0,2% no mês, abaixo do esperado, mas ganhou peso após o payroll mais forte, que reforçou a resiliência da economia americana e levou o mercado a adiar para julho a expectativa de início dos cortes de juros pelo Fed, sustentando o DXY.
No Brasil, a moeda fechou com leve alta na semana, ainda acumulando queda no ano. O movimento refletiu a aversão ao risco no exterior e ruídos domésticos, como o caso Banco Master. Para os traders de dólar, o pregão foi de viés comprador moderado e atenção redobrada às expectativas para juros nos EUA.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No intraday, acompanhei o minidólar fechando com leve alta, mas ainda abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que indica perda de força compradora no curtíssimo prazo.
Para que o ativo ganhe tração na alta, será fundamental a entrada de volume comprador capaz de superar a resistência em 5.237,5/5.245,5 pontos. Acima dessa faixa, o contrato tende a buscar 5.264,5/5.278,5, com extensão até 5.293/5.303,5 pontos.
Por outro lado, a perda do suporte em 5.225/5.215,5 pontos recoloca o fluxo vendedor no radar. Caso esse nível seja rompido, o mercado pode acelerar para 5.204/5.185, com alvo mais longo em 5.171/5.153 pontos. A leitura segue técnica e dependente do comportamento do preço nessas zonas.
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No gráfico diário, o minidólar fechou no positivo, mas ainda permanece abaixo das médias móveis, o que mantém o cenário estrutural fragilizado. Para consolidar um movimento de recuperação, o ativo precisa superar 5.264,5/5.278,5 pontos, abrindo espaço para 5.314/5.370 pontos.
Em sentido oposto, a quebra do suporte em 5.217,5/5.171 pontos pode direcionar o mercado para 5.153,5/5.111 pontos. O IFR (14) está em 36,43, em região neutra, sem sinal extremo de sobrecompra ou sobrevenda.
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Dólar futuro (WDOH26): Gráfico de 60 minutos
Nos 60 minutos, o minidólar negocia acima das médias de 9 e 21 períodos, sugerindo manutenção do viés positivo no curtíssimo prazo.
Para que o movimento de alta avance, será necessário romper a resistência em 5.245,5/5.264,5 pontos. Se superada, o contrato pode buscar 5.278,5/5.314, com projeções mais longas em 5.328 e 5.348 pontos.
Caso o mercado volte a ceder, a atenção se concentra no suporte em 5.221,5/5.204 pontos. A perda consistente dessa região pode intensificar o fluxo vendedor, levando o ativo a testar 5.171/5.153, com alvos mais longos em 5.136/5.111 pontos.
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(Rodrigo Paz é analista técnico)
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