Donald Trump completa, nesta terça-feira (20), um ano desde seu retorno à Casa Branca. O segundo mandato do republicano foi marcado por decisões unilaterais, endurecimento da política migratória, embates comerciais e pressões diplomáticas que ultrapassaram o campo político e passaram a impactar diretamente o turismo internacional. Ao longo de 12 meses, o governo norte-americano adotou uma série de medidas que afetaram o fluxo de visitantes estrangeiros, o setor aéreo, a promoção do destino Estados Unidos e a percepção do país entre viajantes e mercados emissores.
1. Endurecimento da imigração e dos vistos
Desde o início do novo mandato, Trump promoveu uma ampla revisão da política migratória dos Estados Unidos. O governo suspendeu o processamento de vistos de imigrante para dezenas de países, ameaçou cassar autorizações já concedidas, ampliou o tempo de análise dos pedidos e anunciou novas taxas e exigências. O conjunto de medidas elevou o custo, a burocracia e a insegurança para turistas, estudantes e profissionais estrangeiros, afetando diretamente a intenção de viagem ao país.
2. Nova lei orçamentária e cortes no setor de viagens
Trump sancionou uma nova legislação que promoveu mudanças estruturais no setor de viagens. Embora o texto traga avanços pontuais, também prevê cortes e ajustes que despertaram preocupação entre empresas e entidades do turismo, sobretudo em relação ao nível de apoio governamental à atividade. Um dos pontos mais sensíveis foi a redução de recursos destinados ao Brand USA, órgão responsável pela promoção turística internacional dos Estados Unidos. A decisão acendeu um alerta no setor, que teme perda de competitividade do país frente a destinos que vêm ampliando investimentos em marketing e estratégias de atração de visitantes.
3. Tarifaço de Trump e reflexos no turismo
A política econômica protecionista adotada pelo governo, com aumento de tarifas e retaliações de parceiros comerciais, passou a impactar o turismo de forma indireta. O setor aéreo sentiu o aumento de custos operacionais, enquanto a instabilidade econômica e diplomática afetou a demanda por viagens internacionais.
4. Exigência de caução para vistos de turismo e negócios
Outra mudança relevante foi a imposição de um caução elevado para a emissão de determinados vistos de turismo e negócios, dentro de um programa-piloto adotado pelos Estados Unidos. A exigência, que pode chegar a até US$ 15 mil em casos específicos, aumentou de forma significativa o custo de entrada no país, sobretudo para viajantes de mercados emergentes, e passou a ser vista pelo setor como mais uma barreira ao turismo internacional.
5. Queda no número de turistas estrangeiros
Os efeitos das decisões começaram a aparecer nos números. Dados do World Travel & Tourism Council indicam queda na chegada de turistas internacionais aos Estados Unidos, em contraste com o crescimento observado em outros grandes destinos globais.
6. Lançamento do “Trump Card”
Na tentativa de atrair capital estrangeiro, o governo lançou o chamado “Trump Card”, um visto de residência destinado a investidores dispostos a aportar valores elevados em troca de benefícios semelhantes aos de residentes permanentes. A iniciativa simbolizou a mudança de perfil da política migratória, priorizando grandes investidores.
7. Inclusão de dados de redes sociais na emissão de vistos
O governo dos Estados Unidos ampliou o uso de dados de redes sociais como critério no processo de emissão de vistos, tornando o histórico digital dos viajantes um elemento relevante na triagem migratória. Embora a exigência existisse desde 2019, no segundo mandato de Trump o uso de tecnologias, como inteligência artificial, tornou essa análise ainda mais ampla.
8. Shutdown mais longo da história dos EUA
Em meio a disputas com o Congresso, o país enfrentou o shutdown mais longo de sua história. Durante a paralisação parcial do governo federal, parques nacionais, museus e serviços públicos ligados ao turismo tiveram funcionamento limitado ou foram temporariamente fechados, afetando visitantes e a imagem do país como destino confiável.
9. Sobretaxa de US$ 100 para estrangeiros em parques nacionais
A partir de 2026, turistas estrangeiros que visitarem os parques nacionais dos Estados Unidos terão de pagar uma sobretaxa de US$ 100, mais que o dobro do valor atual do passe anual. A medida, anunciada pelo governo de Donald Trump, tem como objetivo gerar receita extra, mas especialistas do setor alertam que pode desestimular visitantes internacionais, afetando especialmente quem planeja viagens de lazer e turismo de natureza nos destinos mais tradicionais do país.
10. Pressão diplomática sobre a Venezuela
O governo Trump intensificou a pressão diplomática sobre a Venezuela, emitindo alertas que tiveram impacto direto sobre a aviação regional. Diante do novo cenário, companhias aéreas passaram a reavaliar rotas e operações, comprometendo conexões entre países da América do Sul, do Caribe e da América do Norte. Como desdobramento desse movimento, o espaço aéreo venezuelano foi fechado para voos internacionais, afetando passageiros, empresas aéreas e a malha regional como um todo, além de gerar impactos logísticos e comerciais relevantes para o turismo.
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