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A conectividade aérea entre Brasil e Argentina registrou o maior crescimento entre os principais mercados internacionais do país em 2025, com aumento de 36,8% na oferta de assentos em relação a 2024. O avanço integra a expansão de 18,5% da capacidade aérea internacional argentina no ano e deve se intensificar no primeiro trimestre de 2026, quando o mercado brasileiro adicionará 34% mais assentos na comparação com o mesmo período de 2025, segundo análise da Mabrian.
Em 2025, mais de 9,3 milhões de assentos conectaram a Argentina a mercados internacionais, com a América Latina liderando a expansão. Dentro desse movimento, o Brasil se destacou como principal vetor regional de crescimento, superando outros países da região em volume e ritmo de ampliação da oferta aérea, tanto em rotas diretas quanto em aumento de frequências.
A tendência se mantém no início de 2026, período de alta temporada no Hemisfério Sul, quando a capacidade aérea internacional da Argentina deve crescer 22,4%. Nesse cenário, o mercado brasileiro continua à frente, com expansão superior à média inter-regional, reforçando sua posição estratégica na malha aérea argentina.
De acordo com a Mabrian, o desempenho está diretamente associado aos efeitos da política de céus abertos adotada pelo governo argentino, que ampliou a entrada de companhias aéreas e facilitou o aumento da oferta entre os principais mercados regionais.
“Os dados indicam que a política de céus abertos está ajudando a impulsionar a conectividade, facilitando a entrada de novas companhias aéreas e voos internacionais mais frequentes para o país, o que impacta a competitividade do destino”, afirma Carlos Cendra, sócio e diretor de marketing e comunicação da empresa.
Cendra destaca que a forte demanda do mercado brasileiro tem papel central na sustentação das rotas. Segundo ele, o fluxo regional contribui para a rentabilidade das operações e permite a consolidação da malha aérea internacional da Argentina. Esse movimento também se reflete no mercado doméstico, que registrou crescimento de 13,4% na oferta de assentos em 2025 e projeta alta adicional de 10% no primeiro trimestre de 2026.

