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Companhia aérea liderada por fundador da Azul é acusada de má-fé com pilotos

Companhia aérea liderada por fundador da Azul é acusada de má-fé com pilotos

Um sindicato norte-americano de pilotos entrou com ação judicial contra a Breeze Airways, acusando a companhia de negociar de má-fé

Um sindicato dos Estados Unidos ingressou com uma ação judicial contra a Breeze Airways, acusando a companhia aérea de baixo custo de negociar de má-fé e de adotar práticas destinadas a enfraquecer o sindicato como representante legítimo de seus pilotos.

Segundo a Associação de Pilotos de Linha Aérea (ALPA), a administração da Breeze teria obstruído de forma sistemática as negociações para o primeiro acordo coletivo de trabalho dos pilotos.

Os profissionais se sindicalizaram em 2022 e negociam o contrato desde o início de 2023. A associação sustenta que a empresa participa das negociações sem intenção real de chegar a um acordo e ignora entendimentos previamente alcançados com o sindicato.

Alegadas práticas antissindicais

O processo descreve uma série de condutas que, na avaliação da ALPA, configuram negociação de má-fé. Entre elas estão a criação de comitês de pilotos fora da estrutura da ALPA, a comunicação direta com empregados sem intermediação sindical, a implementação unilateral de políticas e procedimentos e a desqualificação recorrente da entidade representativa.

Papel da liderança e histórico

Fundada há oito anos, a Breeze iniciou operações comerciais em 2021 e é liderada pelo empresário David Neeleman, o mesmo fundador da Azul Linhas Aéreas, no Brasil.

A ALPA alega que o executivo demonstra postura contrária à sindicalização. De acordo com o processo, Neeleman teria feito comentários depreciativos sobre a associação a funcionários e participado de eventos de integração de novos pilotos com o objetivo de desencorajar a participação sindical.

Ainda segundo a ação, antes da filiação formal dos pilotos à ALPA, em 2022, o CEO teria pedido a um piloto que é o atual presidente do comitê executivo da companhia aérea, tempo para provar que os profissionais não precisariam de um sindicato para representá-los.

Em nota, a Breeze Airways declarou ter sido “surpreendida e desapontada” com o processo. A companhia disse que as alegações “não refletem a realidade das negociações” e que a iniciativa judicial desvia o foco do objetivo comum de estabelecer um ambiente de trabalho seguro e sustentável.





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