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Como ruídos sobre possível greve de caminhoneiros abalaram os mercados nesta terça

Como ruídos sobre possível greve de caminhoneiros abalaram os mercados nesta terça

Mais um fator de aversão a risco para o mercado? Essa foi a sinalização dada na reta final do pregão desta terça-feira (17), em meio a notícias de que há uma articulação de greve nacional dos caminhoneiros em meio à alta do diesel.

A possibilidade de uma greve nacional de caminhoneiros ganhou força nos últimos dias e pode se concretizar até o fim da semana, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão.

Em comunicado à imprensa, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), uma das principais entidades que representam caminhoneiros no país, anunciou nesta terça-feira que apoia a mobilização da categoria para uma paralisação nacional nos próximos dias.

Viva do lucro de grandes empresas

“A mobilização é motivada pelos aumentos quase diários nos postos de combustíveis, o que levou os caminhoneiros a se organizarem”, disse a CNTTL em comunicado à imprensa.

Com isso, na véspera das deliberações sobre juros nos EUA e no Brasil – ou a conhecida Super Qusrta -, os rendimentos dos Treasuries recuaram nesta quarta-feira , mas a curva dos juros futuros por aqui virou e passou a subir no meio da tarde, apesar dos leilões do Tesouro.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2027 estava em 14,16%, com alta de 9 pontos-base ante o ajuste de 14,074% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,86%, com elevação de 6 pontos-base ante 13,80%.

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Enquanto isso, o Ibovespa, que chegou aos 182.800 pontos na máxima do dia, fechou com ganhos modestos, de 0,3%, a 180.409,73 pontos.

Willian Queiroz, sócio e advisor da Blue3 Investimentos, lembra que o mercado reagiu muito mal à greve da categoria em 2018 e se isso se confirmar — e for na mesma magnitude daquele ano — o mercado pode ter dias “mais tensos”.

Por outro lado, o Ibovespa ainda encontrou suporte nesta sessão em um certo alívio no mercado externo, mas a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã continua, assim como o barril do petróleo persiste acima de US$100.

O dólar, contudo, fechou em queda, de 0,57%, na casa dos R$ 5,20. As dúvidas sobre a decisão da noite de quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre juros também permearam os negócios, com o mercado especulando entre um corte de 25 pontos-base da Selic ou a manutenção da taxa básica em 15% ao ano.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa de referência está atualmente na faixa de 3,50% a 3,75% — vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses. A guerra, porém, tem sido um fator de alta para a moeda norte-americana.

*(com Estadão Conteúdo e Reuters)

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