Há 18 anos o iPhone ajudou a transformar a aviação moderna e consolidou tecnologias que hoje fazem parte da rotina de passageiros e pilotos
A Apple apresentou nesta terça-feira (9), o iPhone 17 e o inédito iPhone Air, modelo ultrafino que marca a maior renovação da linha desde o iPhone X. Mais do que um novo smartphone, o anúncio reforça uma trajetória iniciada em 2007, quando o primeiro iPhone não apenas mudou a telefonia móvel, mas também transformou a aviação com soluções como tablets no cockpit, aplicativos de check-in, carregamento sem fio em jatos executivos e conectividade integrada a bordo.
Embora a canadense Blackberry tenha tornado realidade o conceito de smartphone, foi a Apple que revolucionou a forma como as pessoas lidam com seu dia a dia. O uso do iPhone e dos demais telefones inteligentes mudaram até mesmo a dinâmica social e como lidamos com o mundo. Se antes a internet estava fixa em um computador e mesmo o wifi era limitado a um determinado ambiente, com o iPhone, foi possível ir além, com aplicativos de bancos na palma da mão, câmera de alta definição, GPS integrado, entre outros.
Evidentemente, que neste caminho surgiram diversos rivais que aprimoraram o conceito do smartphone, com alguns superando consideravelmente algumas características do iPhone ao longo dos últimos 18 anos.
O iPad, lançado em 2010, ajudou a popularizar o conceito de tablet, ainda que sua primeira versão fosse um irmão maior e ligeiramente menos capaz do iPhone, mas seu uso era tão versátil quanto.
Se atualmente a Apple não é exatamente revolucionária em seus telefones, eles ainda hoje são responsáveis por moldar diversos aspectos da aviação. Uma série de recursos e ideias surgiram justamente pela popularização do iPhone e da iPad, assim como as capacidades que a dupla oferece.
O USB, acrônimo em inglês de porta serial universal, surgiu em 1996, quase dez anos antes do iPhone, mas, por muito tempo, ficou restrito aos computadores. Com a massificação do uso de smartphones, a tomada USB-A se tornou item obrigatório em assentos de aviões comerciais e executivos. Mais recentemente as tomadas USB-A e USB-C são itens obrigatórios em qualquer avião comercial ou de negócios.
A tecnologia Qi (pronuncia Chee) foi criada em 2008 pelo Wireless Power Consortium como uma forma de viabilizar a transferência de energia sem fio. A ideia era reduzir o uso de fios e permitir o carregamento de dispositivos eletrônicos por acoplamento indutivo ressonante. O primeiro smartphone com a tecnologia foi o Lumia 920, lançado em 2012 pela Nokia. Porém, foi apenas após a Apple introduzir a tecnologia de carregamento sem fio em seus dispositivos, o que ocorreu em 2017, que a indústria aeronáutica passou a considerar a instalação de suporte de carregamento sem fio em aviões e helicópteros de negócios. Hoje, até mesmo assentos nos aeroportos oferecem a tecnologia.
Em 2003, a KLM se tornou a primeira empresa aérea a contar com um dispositivo eletrônico que reunia cartas de navegação, aproximação, manuais operacionais, entre outros na cabine de um avião. Na ocasião, o Boeing 777 ganhou um display adicional e um computador dedicado ao gerenciamento dos documentos eletrônicos, designado como EFB, acrônimo de Electronic Flight Bag. Foi após a Apple entrar em cena com o iPad que o conceito se popularizou em toda a indústria, com o chamado Cockpit iPad.
O tablet oferece uma série de benefícios em relação aos tradicionais EFB, como menor peso, maior capacidade, processamento superior e ainda foram certificados pela FAA. Atualmente, o iPad é amplamente empregado no cockpit de aeronaves de todos os segmentos, desde pequenos experimentais aos grandes jatos comerciais, até mesmo em aeronaves militares. Na tela, é possível ter manual, carta de aproximação e mesmo recursos de GPS.
Novamente a Apple foi pioneira em oferecer a possibilidade de aeroportos usarem a plataforma do iPhone e seu GPS integrado para oferecer aplicativos com o mapa dos aeroportos. A ideia se tornou tão útil que centros de eventos, shopping, entre outros, também oferecem a tecnologia e sempre nas plataformas iOS e Android.
Realizar a compra, check-in e acompanhar o voo de forma digital começou a ganhar força no início dos anos 2000, mas o iPhone tornou possível que empresas aéreas lançassem aplicativos dedicados para o uso no telefone. Além de melhorar a experiência do usuário, um aplicativo próprio ainda oferece melhor capacidade de comunicação com passageiros e abre um maior leque de oportunidades de venda de diversos serviços e publicidade. Ainda que exista aplicativos para diversos telefones, foi a Apple que percebeu o potencial da tecnologia e trouxe o setor aéreo para dentro dos telefones.
Atualmente, diversos fabricantes oferecem a possibilidade de baixar um aplicativo para controlar uma série de recursos dos aviões, desde a iluminação de cabine e abertura das persianas de janelas, até a gestão das aeronaves. O conceito é bastante popular na indústria automotiva e surgiu justamente por causa da estratégia de negócios da Apple e sua loja de aplicativos. Ainda que muitos apps sejam oferecidos também para Android, alguns casos seguem restritos ao ecossistema da Apple. Em geral, o argumento é a quase universal presença de iPhones e Ipads entre proprietários e operadores de algumas aeronaves.
A idéia de tecnologia vestível surgiu em 1998, quando Steve Mann cunhou o termo “computação vestível” no artigo Definition of Wearable Computer, que, na ocasião, ainda tinha como mote a computação, não a tecnologia digital de forma abrangente. Embora a Apple tenha novamente transformado o mercado com seu Apple Watch, na aviação, a empresa ficou para trás e a Garmin saiu na frente com relógios inteligentes e com uma série de funções úteis para pilotos profissionais ou amadores. Ainda assim, a experiência com dispositivos Apple na cabine é que levou a comunidade aeronáutica a aceitar mais um dispositivo conectado, assim como as agências reguladoras não viram impedimentos em seu uso.
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