Nas eleições de 2026, os brasileiros vão escolher presidente, governadores e senadores pelo sistema majoritário — vence quem tem mais votos. Já para deputados federais, estaduais e distritais, o modelo é diferente: vale o sistema proporcional. É ele que explica por que nem sempre o candidato mais votado garante uma vaga.
No sistema proporcional, as cadeiras são distribuídas primeiro aos partidos (ou federações), e só depois aos candidatos mais votados dentro de cada legenda. Isso significa que o desempenho coletivo da sigla é decisivo para transformar votos em mandato.
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A Justiça Eleitoral considera apenas os votos válidos — aqueles dados a candidatos ou diretamente ao partido (voto de legenda). Votos brancos e nulos não entram na conta.
Com base nesse total, calcula-se o chamado quociente eleitoral. Ele é obtido dividindo o número de votos válidos pelo total de vagas em disputa no estado. O resultado indica quantos votos, em média, são necessários para que um partido conquiste uma cadeira.
Após definido o quociente eleitoral, calcula-se o quociente partidário. Nesse caso, divide-se o total de votos válidos do partido (somando votos nominais e de legenda) pelo quociente eleitoral.
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O número inteiro obtido nessa divisão indica quantas cadeiras aquele partido terá direito inicialmente. Se um partido alcança dois quocientes, por exemplo, garante duas vagas.
Dentro da legenda, ocupam essas cadeiras os candidatos mais votados, desde que tenham atingido votação mínima equivalente a 10% do quociente eleitoral. Essa regra impede que candidatos com votação muito baixa assumam apenas por força da votação global do partido.
O modelo proporcional prioriza a representação partidária e busca refletir a força de cada legenda no conjunto do eleitorado. Por isso, um candidato pode ter votação expressiva e ainda assim não ser eleito se o partido não alcançar quociente suficiente.
Ao mesmo tempo, candidatos menos votados podem conquistar vaga quando o partido obtém desempenho elevado.
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Ao votar para deputado, o eleitor ajuda tanto o candidato quanto o partido. O voto individual fortalece a legenda e contribui para que ela alcance o número de cadeiras a que terá direito.
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Entender o funcionamento do quociente eleitoral, do quociente partidário e das sobras é essencial para compreender como os votos se transformam em cadeiras no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas.
Nas eleições proporcionais, a disputa não ocorre apenas entre nomes, mas entre partidos que buscam ampliar sua representação no Legislativo.
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