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Como Fernando Modé seleciona ativos, setores e oportunidades no day trade



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O desempenho de um trader não depende apenas de técnica, mas da capacidade de escolher os ativos certos, no momento adequado e dentro de janelas específicas de volatilidade. Além disso, é assim que Fernando Modé estrutura seu day trade em ações — com filtros rígidos de liquidez, comportamento setorial, correlação com o índice e análise de tendência em múltiplos tempos gráficos.

A partir dessa lógica, convidado do episódio 246 do programa GainCast, Modé detalhou como organiza o trading diário e como prioriza as janelas de abertura do mercado, definindo em minutos quais papéis merecem atenção.

A partir disso, ele explica que sua primeira leitura do dia ocorre observando o comportamento do índice e sua composição setorial antes mesmo de selecionar as ações do pregão. “Eu divido o índice em quatro fatias. Duas fatias são small caps, uma é Vale e Petro e uma são bancos”, afirma.

Como escolhe o que operar na abertura

A partir dessa leitura do índice, a priorização dos ativos se torna objetiva: operar a favor da tendência dominante e evitar papéis desalinhados com o movimento amplo. Nesse sentido, o modelo de Modé busca eficiência desde os primeiros minutos do pregão.

Por isso, a seleção inicial se concentra apenas nos ativos alinhados ao fluxo predominante. “Se o índice está subindo 0,50%, eu já vou procurar fazer operações de day trade em papéis. Só papéis que estão em tendência de alta eu vou comprar”, explica.

Além disso, Modé evita ativos excessivamente baratos, papéis em recuperação judicial e empresas envolvidas em ruído corporativo. Por isso, a prioridade é liquidez e previsibilidade. “Eu não gosto de papel muito barato, abaixo de R$5,00. Abaixo de R$5,00 para mim não dá”, observa.

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Liquidez, volatilidade e correlação entre setores

Para garantir fluidez nas entradas e saídas, Modé estabelece um piso de volume diário e número de negócios. Papéis que não atendem ao critério são excluídos automaticamente. Dessa forma, ele reforça que liquidez mínima é essencial para qualquer estratégia intraday. “Menos de 3 milhões por dia de volume eu não opero”, explica.

Além disso, ele também evita duplicar a exposição em ativos altamente correlacionados. Operar Itaú e Bradesco simultaneamente, por exemplo, para Modé não apresenta vantagem alguma. O foco é escolher um representante forte do setor e não replicar risco. “Se você está operando Itaú, você não pode operar Itaú e Bradesco junto. Não faz o menor sentido”, afirma.

Com essa abordagem, entre os setores que mais observa para day trade, Modé cita bancos, varejo, construtoras e indústrias específicas. Ele destaca papéis que historicamente entregam movimentações amplas, mas alerta para os que entram em longos períodos de consolidação. “A Embraer entrou naquela categoria da consolidação… rompeu R$90,00, voltou. Rompeu novamente os R$90,00, voltou. Falei: ‘Tá de castigo’”, comenta.

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Por fim, as construtoras são um dos setores que mais chamam sua atenção pela volatilidade e recorrência de movimentos direcionais. “Construtoras é um setor que eu gosto. Às vezes você faz 5% no day trade, 10% no day trade se pegar na veia”, observa.

Critérios técnicos: tempo gráfico e decisão instantânea

Apesar de muitos traders preferirem 5 ou 15 minutos, Modé opera majoritariamente observando tendências no gráfico de 60 minutos — que, segundo ele, oferece visão tanto micro quanto macro de forma mais limpa.

Além disso, essa leitura mais ampla permite decisões mais racionais em momentos de volatilidade. “Nos 60 minutos você consegue ver o movimento micro, mas você já vê a tendência também”, explica.

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Como resultado, esse alinhamento entre tendência e abertura do mercado guia decisões rápidas. “Se a Petrobras fizer um candle de baixa na abertura, eu vou vender Petrobras”, relata ao explicar um trade realizado recentemente.

Leitura do contexto global

Para completar sua análise, Modé integra ao seu modelo dados de bancos americanos, mineradoras globais e índices internacionais para calibrar expectativas.

Além disso, setores brasileiros tendem a replicar movimentos do exterior com forte correlação. “Eu olho muito Wells Fargo, JP Morgan, Goldman Sachs. O balanço do banco americano veio bom, pode ter certeza que aqui o balanço vai ser bom”, conclui.

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Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. 



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