Nas férias, muitas crianças passam mais tempo em casa e, consequentemente, aumentam as horas diante de celulares, tablets, televisões e videogames. Sem a rotina escolar e com mais tempo livre ao longo do dia, o uso das telas tende a se intensificar como forma de entretenimento e distração. Embora a tecnologia ofereça conteúdos educativos e momentos de lazer, esse aumento exige atenção dos responsáveis.
Segundo a mestre e coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, Fernanda Rocha, as telas fazem parte da realidade atual e não precisam ser encaradas como vilãs, mas o uso sem limites pode impactar o sono, o humor, a atenção e até o desenvolvimento socioemocional. “As férias são um momento importante para descansar, brincar e fortalecer vínculos. Quando a maior parte do tempo é preenchida com telas, a criança perde oportunidades ricas de desenvolver imaginação, autonomia e habilidades sociais”, destaca.
Para ajudar as famílias a manterem uma rotina equilibrada e evitar o uso excessivo de telas, Fernanda Rocha lista algumas dicas. Confira!
Crie uma regra simples e visual, como um quadro de horários, mantendo uma rotina razoavelmente fixa. Usar um timer visual (ampulheta) ou uma contagem regressiva verbal (“faltam 5 minutos”) pode diminuir o estresse ao fim do tempo de tela. Dar previsibilidade reduz a sobrecarga emocional e facilita o desenvolvimento do autocontrole nas crianças.
Intercale momentos digitais com atividades off-line, como jogos de tabuleiro, leitura, desenho ou brincar ao ar livre.
Atividades físicas, mesmo dentro de casa, ajudam a gastar energia e diminuem o desejo de ficar sentado.
Quando pais e responsáveis se envolvem nas brincadeiras, a criança sente mais interesse e conexão emocional.
O ideal é que a criança fique pelo menos uma hora sem telas antes de ir para cama, para melhorar a qualidade do sono.
Escolha conteúdos educativos, filmes com mensagens positivas e jogos que estimulem raciocínio. Alguns algoritmos de plataformas virtuais favorecem conteúdos acelerados e com muitos estímulos, pois isso garante um maior engajamento do público. Isso pode ser um risco para as crianças. Priorize conteúdos em ritmos mais lentos que evitem a hiperestimulação. Supervisão é essencial.
As férias pedem descanso, mas uma rotina mínima traz segurança e organização para a criança.
A docente reforça que o objetivo não é proibir, mas equilibrar. “Quando a família estabelece limites amorosos e oferece alternativas interessantes, a criança naturalmente reduz o apego às telas. O mais importante é promover um ambiente saudável, afetuoso e estimulante”, conclui.
Por Priscila Dezidério
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