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Clássico nostálgico dos anos 1990, com Cher e Winona Ryder, chega à Netflix

“Minha Mãe é Uma Sereia” acompanha Rachel Flax (Cher), uma mãe solteira que vive mudando de cidade com as duas filhas, Charlotte (Winona Ryder) e Kate (Christina Ricci). Quando decide se instalar em uma pequena cidade de Massachusetts, Rachel tenta algo que sempre evitou: criar raízes. A promessa é simples: escola regular, alguma estabilidade financeira e uma rotina menos improvisada. O problema é que ficar parado exige mais responsabilidade do que fugir, e o filme deixa isso claro desde cedo.

Cher constrói Rachel como uma mulher carismática, impulsiva e afetuosa, mas também instável. Ela ama as filhas, porém nem sempre percebe o quanto suas escolhas recaem sobre elas. Charlotte, vivida por Winona Ryder em um de seus papéis mais sensíveis, observa tudo com atenção excessiva para alguém tão jovem. É ela quem sente primeiro o peso da adaptação, do julgamento alheio e das expectativas adultas que surgem quando a mãe tenta reorganizar a própria vida.

O encontro de Rachel com Nick (Bob Hoskins) adiciona uma nova camada à história. O relacionamento não surge como fantasia romântica, mas como uma aposta prática: pode trazer segurança, mas também ameaça o frágil equilíbrio familiar. Hoskins oferece um contraponto calmo e direto à energia caótica de Cher, e o filme se interessa mais pelo impacto dessa relação dentro de casa do que pelo romance em si.

Grande parte do charme está no humor cotidiano, especialmente nas intervenções de Kate, interpretada por Christina Ricci. Suas falas espontâneas quebram tensões e expõem verdades que os adultos evitam dizer. A comédia nunca vira farsa; ela funciona como válvula de escape para situações desconfortáveis, deixando os conflitos mais humanos e reconhecíveis.

Dirigido por Richard Benjamin, o filme prefere observar pequenos gestos a grandes viradas. Não há pressa em resolver conflitos nem em oferecer respostas definitivas. O que se vê é uma família tentando se manter unida enquanto aprende, às vezes do jeito mais desajeitado possível, que crescer também significa aceitar limites, negociar afetos e assumir consequências. É um retrato leve, imperfeito e honesto sobre amadurecimento, tanto de mães quanto de filhas.

Filme:
Minha Mãe é uma Sereia

Diretor:

Richard Benjamin

Ano:
1990

Gênero:
Comédia/Drama/Romance

Avaliação:

8/10
1
1




★★★★★★★★★★



Fonte

Redação

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