Com origem nos Alpes, o rio Inn chega a Passau com tonalidade diferente da do Danúbio, criando um contraste visível na paisagem (Beatriz do Vale/M&E)

PASSAU – Após a primeira navegação pelo Danúbio, saindo de Vilshofen, o AmaMagna parou em Passau, conhecida como a cidade dos três rios. Um destino no sul da Alemanha que combina arquitetura barroca, ruas de paralelepípedo e registros históricos curiosos, como marcações nas fachadas que indicam até onde chegaram antigas enchentes.

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Ao caminhar pelas vielas e praças, é possível observar detalhes curiosos que contam parte da história local, como marcações nas paredes de prédios antigos que registram até onde chegaram as águas durante grandes enchentes ao longo dos séculos.

Outro destaque é a proximidade com o rio Inn, que nasce nos Alpes e chega a Passau. Entre igrejas barrocas, pontes e ruelas estreitas, a cidade oferece um passeio que mistura paisagem, história e cultura às margens do Danúbio.

RUAS COM PARALELEPÍPEDOS COLORIDOS

Nas ruas do centro histórico da cidade, alguns paralelepípedos são pintados com cores vivas e passam por manutenção periódica, muitas vezes renovada anualmente.

A pintura ajuda a destacar determinados trechos das vias, criando percursos visuais que orientam visitantes pelas áreas mais turísticas da cidade. Além disso, a prática também virou um elemento estético do centro histórico, contrastando com as pedras antigas e as fachadas históricas.

Como as ruas são feitas de pedras originais e sofrem desgaste com o tempo, a pintura é retocada regularmente.

ENCHENTES EM PASSAU

Passau convive historicamente com episódios de enchentes. Apesar do rio Danúbio ser o mais conhecido, muitas das cheias que atingem a cidade estão ligadas ao comportamento do rio Inn, que nasce nos Alpes e pode ganhar grande volume de água em períodos de chuvas intensas ou degelo.

Ao chegar a Passau, o Inn encontra o Danúbio e o Ilz, formando o ponto conhecido como o encontro dos três rios. Em momentos de cheia, a força das águas pode elevar rapidamente o nível dos rios e atingir áreas do centro histórico.

Por isso, muitas construções preservam marcações nas paredes indicando até onde a água chegou em diferentes episódios ao longo dos séculos, transformando as fachadas em verdadeiros registros da história da cidade.

Atualmente, sistemas de monitoramento permitem prever a subida dos rios com alguns dias de antecedência, o que ajuda moradores e comerciantes a se prepararem. Além disso, após enchentes recentes consideradas entre as maiores registradas na era moderna, a cidade também passou a investir em estruturas de proteção e barreiras móveis para reduzir o impacto das cheias e direcionar o fluxo de água de volta ao curso do Danúbio.

*O M&E viaja com proteção GTA