O Sul da Itália enfrenta dias de instabilidade severa com a passagem do ciclone Harry, que desde o dia 19 de janeiro provoca chuvas intensas, ventos fortes e ressacas nas regiões da Sicília, Calábria e Sardenha. Ao todo, 1.480 bombeiros foram mobilizados para atender ocorrências nas três áreas. O país decretou alerta vermelho (nível máximo de risco) nas três áreas.
Segundo o governador da Sicília, Renato Schifani, os prejuízos iniciais já passam de 500 milhões de euros (cerca de R$ 3 bilhões). Na região, especialmente na província de Catânia, a força do fenômeno levou à retirada preventiva de dezenas de famílias, diante de alagamentos e do risco de transbordamento de rios em áreas litorâneas. Autoridades locais afirmam que a violência do mar registrada durante a tempestade é a mais intensa das últimas seis décadas.
O ciclone provocou ventos de até 150 km/h e ondas que chegaram a 10 metros de altura, causando danos significativos à infraestrutura costeira. Na província de Messina, a força do mar surpreendeu inclusive autoridades municipais: durante uma transmissão ao vivo para informar a população sobre as condições climáticas, uma onda atingiu os prefeitos de Taormina, Cateno De Luca, e de Santa Teresa di Riva, Danilo Lo Giudice.
Infraestrutura afetada
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a força das ondas na noite de terça-feira (20). Entre os pontos mais atingidos estão o Viale Kennedy, na região de La Plaia, além de Ruggero di Lauria e Artale Alagona, em Ognina, e a vila de San Giovanni Li. A ressaca arrastou barreiras de proteção, destroços e grandes volumes de areia para ruas e avenidas de Catânia. A redução do nível do mar começou a ser observada apenas por volta das 3h desta quarta-feira (21).
Nas regiões da Calábria e da Sardenha, as autoridades mantêm o monitoramento das zonas costeiras, mas não há relatos de feridos.

