A China acusou os Estados Unidos de adotar práticas de intervenção típicas da Guerra Fria na América Latina depois que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o presidente da Argentina estaria “comprometido em tirar a China do país”.
Bessent fez o comentário na quinta-feira (9) à Fox News, no momento em que os EUA oferecem uma linha de assistência financeira de US$ 20 bilhões à Argentina e o presidente Javier Milei se prepara para visitar Donald Trump na Casa Branca na próxima terça-feira.
As declarações “mais uma vez evidenciam a mentalidade da era da Guerra Fria que ainda caracteriza alguns funcionários dos EUA, movidos apenas por um espírito de confronto e intervenção nos assuntos de outras nações soberanas”, afirmou a embaixada chinesa em Buenos Aires em publicação nas redes sociais neste sábado (11). A nota também acusou Washington de exercer “intimidação recorrente” sobre países latino-americanos.
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Ainda não está claro o que os EUA podem exigir em troca, após anunciar o pacote de ajuda voltado a estabilizar os mercados financeiros argentinos e a fortalecer Milei antes das eleições legislativas de 26 de outubro.
A disputa entre China e EUA por influência na América Latina se intensifica à medida que Pequim amplia sua presença econômica na região. A China é hoje um aliado-chave da Argentina, com uma linha de swap de US$ 18 bilhões, crescimento do comércio bilateral e a construção de uma estação de lançamento espacial na Patagônia.
Bessent destacou a riqueza argentina em minerais raros, mencionando as recentes restrições impostas por Pequim. Antes de os EUA e a Argentina concluírem o acordo de swap na quinta-feira, Milei havia dito que Washington não impôs o fim da linha de swap com a China como condição para o apoio financeiro.
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Na sexta-feira (10), Trump ameaçou aplicar uma tarifa adicional de 100% sobre produtos chineses e impor controles de exportação a “qualquer software crítico”, a partir de 1º de novembro. Segundo ele, poderia recuar caso a China suspenda suas restrições sobre minerais raros.
A postura pró-EUA de Milei o coloca em posição delicada nas disputas comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Após atacar Pequim durante a campanha eleitoral, o presidente libertário mudou o tom e passou a classificar a China como “grande parceira comercial”.
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