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Chefe do comércio dos EUA diz que países não ameaçaram sair de acordos tarifários

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse neste domingo (22) que nenhum dos países que firmaram acordos comerciais com os EUA indicou planos de se retirar após a decisão da Suprema Corte na sexta-feira que derrubou grande parte das tarifas do presidente Donald Trump.

Greer disse ao programa “Face the Nation”, da CBS News, que já havia conversado com seu homólogo da União Europeia e que conversará com autoridades de outros países.

“Ainda não ouvi ninguém vir até mim e dizer que o acordo está cancelado”, disse Greer na primeira de várias entrevistas à mídia sobre a decisão da Suprema Corte. “Eles querem ver como isso vai se desenrolar.”

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Tarifas globais de 15%

Na sexta-feira, Trump impôs uma tarifa temporária de 10% depois que a Suprema Corte derrubou seu programa tarifário anterior, que se baseava em uma lei de emergência econômica. No sábado, ele elevou esse nível para 15% — o máximo permitido pela lei.

Greer disse à CBS que a decisão do presidente de aumentar a tarifa temporária após menos de 24 horas reflete a “urgência da situação” e a necessidade de reduzir o que ele chamou de enormes desequilíbrios comerciais com outros países.

Investigação sobre o Brasil

Falando no programa “This Week” da ABC News, Greer disse que o governo Trump reconstruirá sua política comercial usando outras ferramentas legais, incluindo a lei de práticas desleais da Seção 301 e a lei da Seção 232, ambas resistentes a contestação judicial.

Ele disse à ABC que a representação comercial já tinha investigações em aberto sobre o Brasil e a China e espera iniciar investigações em áreas como excesso de capacidade industrial, que abrangeria muitos países da Ásia, e práticas comerciais desleais em relação ao arroz, que é fortemente subsidiado por alguns países.

Greer disse que não espera que a decisão e a subsequente mudança nas tarifas afetem a reunião planejada por Trump com o presidente chinês, Xi Jinping, no final de março.

“O objetivo desta reunião com o presidente Xi não é discutir sobre comércio. É manter a estabilidade, garantir que os chineses cumpram sua parte do acordo e comprem produtos agrícolas norte-americanos, Boeings e outras coisas”, disse Greer. “Não vejo isso realmente afetando essa reunião.”

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O secretário do Tesouro, Scott Bessent, em entrevista separada ao programa “State of the Union” da CNN, disse que a questão dos reembolsos de tarifas será tratada pelos tribunais inferiores.

“Seguiremos o que eles decidirem, mas pode levar semanas ou meses até que tenhamos uma resposta”, disse ele.



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Redação

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