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Centenas de voos são cancelados após preço do petróleo disparar

Companhias aéreas da Europa e do Pacífico já cancelaram cerca de 2.000 voos, em meio a alta do preço do petróleo

A Scandinavian Airlines anunciou o cancelamento de cerca de 1.000 voos programados para abril, em meio à elevação dos preços do combustível de aviação decorrente da escalada do conflito no Oriente Médio.

A companhia já havia cancelado várias centenas de voos em março, segundo informações da imprensa sueca.

Corte em rotas regionais

A maior parte das suspensões ocorre em voos de curta distância dentro da Escandinávia, especialmente na Noruega, onde há maior disponibilidade de modais alternativos de transporte e margens operacionais mais reduzidas.

A SAS opera, em média, cerca de oitocentos voos diários. Nesse contexto, os cortes representam uma redução relevante na oferta ao longo de um mês, com impacto direto na malha regional da companhia.

Pressão nos custos operacionais

O preço internacional do querosene de aviação (jet fuel) praticamente dobrou desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra o Irã. Como resposta, o Irã passou a atingir instalações de refino no Golfo e navios petroleiros que transitam pelo Estreito de Ormuz, ampliando a pressão sobre a oferta global de petróleo e derivados.

Esse cenário elevou significativamente os custos operacionais das companhias aéreas, especialmente em rotas de menor rentabilidade, como voos domésticos e regionais.

Expansão em incerteza

Além do impacto indireto via combustível, a SAS possui exposição limitada ao Oriente Médio em termos operacionais. A empresa planejava lançar uma rota sazonal entre Copenhague e Dubai, utilizando o Airbus A320neo.

O serviço estava previsto para operar entre 25 de outubro deste ano e 27 de março de 2027. No entanto, diante do cenário atual de custos e volatilidade, a implementação da rota tornou-se incerta.

Efeito em outras companhias

A Air New Zealand disse na última quinta-feira (12), que reduzirá aproximadamente 5% de sua programação de voos até maio, o equivalente a cerca de 1.100 operações. A companhia atribuiu a decisão ao aumento no preço do combustível de aviação.

Na região Ásia-Pacífico, há indicativos de novas disrupções operacionais. Restrições às exportações de combustível por China e Tailândia adicionam pressão ao mercado. A Vietnam Airlines alertou para possíveis cancelamentos, enquanto Qantas, Cathay Pacific, AirAsia e Thai Airways anunciaram reajustes tarifários como resposta ao aumento dos custos.





Fonte

Redação

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