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Cenipa identifica sequência de falhas durante pouso da Azul no Santos Dumont

Cenipa identifica sequência de falhas durante pouso da Azul no Santos Dumont

Relatório do Cenipa sobre um incidente envolvendo o pouso na pista errada do Santos Dumont mostra sequência de erros

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), divulgou hoje (10), o relatório final do incidente envolvendo um Embraer E195 da Azul, que pousou na pista errada do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em abril de 2022.

Na ocasião, o avião que cumpria o voo AD2856, procedente de São Paulo (CGH), foi autorizado pousar na pista principal (20L), mas pousou na auxiliar (20R). O documento identificou múltiplos fatores contribuintes relacionados a atenção, procedimentos, supervisão e sistemas de apoio.

Consciência situacional

Segundo o Cenipa, houve “deliberada e exclusiva concentração de atenção nas informações do repetidor de radar”, levando a uma “inatenção seletiva” por parte do controlador de tráfego aéreo. Essa condição impediu a percepção de elementos críticos, como o alinhamento da aeronave e o apagamento do balizamento da pista 20L.

Não conformidade

O relatório aponta condutas de “não conformidade” de controladores e pilotos em relação às diretrizes do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). O Cenipa concluiu que a não observância de procedimentos padronizados contribuiu diretamente para o pouso na pista incorreta.

O órgão destacou falhas no cumprimento de normas de autorização de pouso e decolagem. Também foram constatadas lacunas no procedimento de cross-check — tanto pelo piloto do voo AD2856 quanto pelo controlador — o que contribuiu para a manutenção de um entendimento incorreto da autorização.

Apoio operacional e coordenação na torre

O relatório indica falha operacional do assistente de torre, que deveria auxiliar o controlador. A ausência de supervisão também foi citada, já que a função de supervisor não estava ativada no momento. “A inexistência de supervisão adequada contribuiu para que o apagamento das luzes de pista não fosse identificado durante operações sucessivas”, indica o documento.

Cultura organizacional

Foram apontados fatores indeterminados relacionados à cultura organizacional e à divisão de tarefas no ambiente de controle, além da fragilidade em práticas de segurança operacional e possível impacto na vigilância de parâmetros essenciais, como o estado das luzes da pista.

O relatório também mencionou limitações do sistema utilizado para monitoramento de auxílio luminoso. O Cenipa observou que o sistema “não emitiu alerta sobre o desligamento da sinalização luminosa”, prejudicando a consciência situacional dos controladores. A interface de cores também foi considerada pouco intuitiva.





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