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Caos no Rio: 64 mortos, ônibus sequestrados e vias interditadas em dia de terror na capital fluminense – M&E

Caos no Rio: 64 mortos, ônibus sequestrados e vias interditadas em dia de terror na capital fluminense – M&E

Bandidos usaram ônibus e caminhões para fechar as principais vias do Rio de Janeiro (Reprodução/TV Globo)

O Rio de Janeiro vive uma terça-feira (28) marcada por violência generalizada, com 64 mortos — entre eles quatro policiais —, 75 fuzis apreendidos e 81 pessoas presas durante uma megaoperação policial nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte. Em represália à ação, criminosos estão promovendo uma série de ataques simultâneos, fechando vias expressas, incendiando veículos e sequestrando ônibus em diferentes regiões da cidade.

Vias interditadas e transporte em colapso

Desde o início da tarde, criminosos atravessaram ônibus e caminhões em diversas vias estratégicas, provocando bloqueios na Linha Amarela, na Avenida Brasil e na Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá. O Centro de Operações Rio (COR) colocou o município em estágio 2, nível que indica ocorrências de alto impacto.

Na Grajaú-Jacarepaguá, via que liga as zonas Norte e Oeste, criminosos atravessaram veículos e interditaram completamente os dois sentidos. O COR recomendou que motoristas busquem rotas alternativas pelo Alto da Boa Vista. No Méier e em Engenho de Dentro, bairros próximos a comunidades controladas pelo Comando Vermelho (CV) — facção alvo da operação —, ônibus foram sequestrados e abandonados em vias como Dias da Cruz, Borja Reis e Adolfo Bergamini.

Os ataques se espalharam também para outras regiões: houve relatos de coletivos sequestrados na Cidade de Deus, Engenho da Rainha, Anchieta e no Complexo do Chapadão. O Rio Ônibus informou, em nota, que a situação fugiu do controle: “Devido à alta recorrência de ônibus utilizados como barricadas em diferentes pontos da cidade, não há mais como apurar todas as ocorrências.”

Mais de 100 linhas de ônibus tiveram os itinerários alterados, e os corredores Transbrasil e Transcarioca, do sistema BRT, também foram impactados.

Ataques e tiroteios espalham pânico

Em várias regiões da Zona Norte, moradores relataram disparos e incêndios. Caçambas de lixo foram queimadas nas ruas 24 de Maio e Marechal Rondon, entre os bairros de Engenho Novo, Riachuelo e Sampaio, nas proximidades do Morro do São João.

A Linha Amarela, fechada por volta das 12h, chegou a ser liberada, mas voltou a ter interdições intermitentes a partir das 13h50, na altura da Cidade de Deus. Relatos indicam que traficantes do Morro do Dezoito, em Água Santa, fizeram disparos contra a via.

Na Avenida Brasil, a principal artéria da cidade, houve registros de ônibus atacados na altura de Guadalupe e Barros Filho. Por volta das 14h, a via teve a pista lateral interditada no sentido Centro, e o trânsito ficou completamente congestionado em ambos os sentidos.

Diante do cenário, as autoridades recomendaram que a população evitasse circular pelas regiões afetadas e permanecesse em locais seguros.

Polícia em prontidão total

O secretário de Estado da corporação, coronel Marcelo de Menezes, determinou que todas as unidades operacionais permanecessem em estado de prontidão e que os comandantes reforçassem a presença de agentes nas principais vias e pontos de grande circulação. O expediente administrativo das unidades foi suspenso, e todo o efetivo foi deslocado para as ruas. “Nosso objetivo é garantir o direito de ir e vir da população e restabelecer a segurança nas vias da cidade”, afirmou Menezes em comunicado.

Confronto político: governo estadual cobra apoio federal

Durante coletiva de imprensa, o governador Cláudio Castro (PL) criticou o governo federal, afirmando que o Rio de Janeiro está “sozinho” na operação e que os pedidos de apoio das Forças Armadas foram negados três vezes. “Tivemos pedidos negados três vezes: para emprestar o blindado, tinha que ter GLO, e o presidente é contra a GLO. Cada dia uma razão para não colaborar”, disse Castro, em referência à Garantia da Lei e da Ordem (GLO) — medida constitucional que permite o uso do Exército, Marinha e Aeronáutica em ações de segurança pública, sob comando do presidente da República.

O governador afirmou que o conflito ultrapassou os limites de uma operação policial comum: “É uma operação de defesa. É um estado de defesa. Não é mais só responsabilidade do estado. Quando se fala em exceder, é inclusive as nossas competências. Já era para estar havendo um trabalho de integração muito maior com as Forças Federais, o que não está acontecendo.”



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