RIO DE JANEIRO – Durante apresentação no TurisMall 2026, realizado no Rio de Janeiro (13), Alexandre Cavalcanti, diretor comercial da American Airlines para Miami, América Latina e Caribe, apresentou dados da operação da companhia no Brasil, incluindo volume de passageiros, frequência de voos e a estratégia de conexão com destinos brasileiros por meio da parceria com a Gol. A participação ocorreu em painel do evento para discutir conectividade aérea e o papel das companhias na promoção de destinos e no fluxo internacional de turistas.
Logo no início da apresentação, o executivo contextualizou o momento da companhia aérea. Segundo ele, 2026 marca um ano simbólico para a empresa. “A American está muito feliz em comemorar 100 anos de existência da companhia”, afirma. Cavalcanti lembrou que, embora a empresa complete um século de operações, a presença no mercado brasileiro começou posteriormente. “Foram 35 anos de Brasil.”
Para o executivo, esse histórico reforça o papel da aviação comercial na integração econômica e turística entre países. “Quando olhamos esse histórico, vemos a importância das empresas aéreas. Eu represento a American, mas isso tem importância para todas as empresas aéreas: evoluírem, mas manterem sempre o mesmo objetivo, que é transportar pessoas, conectar pessoas e conectar economias.”
Durante a apresentação, Cavalcanti exibiu dados sobre a operação da American Airlines no Brasil

Segundo ele, na alta temporada a American Airlines chega a operar 55 frequências semanais de voos sazonais para o país. O volume de passageiros transportados também foi detalhado. “Chegamos a transportar 898 mil passageiros de janeiro a setembro. Quando puxamos esse número até dezembro, são mais de 1 milhão de passageiros.”
A estratégia de conectividade doméstica no Brasil, que ocorre por meio da parceria com a Gol Linhas Aéreas, também foi destacada. A parceria permite ampliar o alcance da companhia no país além das cidades atendidas diretamente pelos voos internacionais. “São 31 destinos que voamos com a nossa parceria Gol”, explicou.
A estratégia da American Airlines no Brasil difere da de outras companhias internacionais, que optam por expandir rotas diretas para diferentes cidades. “A TAP expandiu para outras cidades, nós expandimos para Rio e São Paulo com parceria para poder atingir outros mercados.” O objetivo final das companhias é semelhante, de acordo com ele, independentemente da estratégia adotada: “explorar todos os destinos, ter mais passageiros e viabilizar que as pessoas cheguem aos destinos da forma que elas querem viajar.”
Um dos dados que mais chamou atenção na apresentação foi o equilíbrio entre passageiros que iniciam a viagem no Brasil e nos Estados Unidos. No caso da operação brasileira da American Airlines, o fluxo está relativamente equilibrado entre os dois mercados. “Os Estados Unidos representam 48% das vendas.” Esse número indica um equilíbrio pouco comum em comparação com outros destinos da América Latina atendidos pela companhia. “Quando falamos de 48%, parece um número muito equilibrado, mas olhando para a América Latina, é um dos únicos destinos que tem uma balança equilibrada.”
Na maior parte dos mercados da região, o fluxo de passageiros é majoritariamente originado nos Estados Unidos. “São muito mais americanos iniciando nos Estados Unidos para conhecer outros destinos.” O executivo citou o México como exemplo dessa diferença. “México é um grande exemplo que passa de 70% dessa balança. Setenta por cento inicia nos Estados Unidos.”
Pequenas mudanças nesse equilíbrio podem gerar impactos significativos no número total de turistas. “Cada 1% dessa balança são 10 mil passageiros.” Um aumento pequeno na participação de viajantes vindos dos Estados Unidos já representaria crescimento relevante no volume de turistas internacionais. “Mexemos 2%, são 20 mil passageiros no ano trazendo ao Brasil americanos ou pessoas que moram nos Estados Unidos.”
O executivo defendeu maior consistência na promoção internacional do Brasil como destino turístico. O objetivo é criar maior visibilidade do país para viajantes internacionais. “Ter consistência para explorar essas oportunidades, conhecer o Brasil, criar essa ponte e que o americano tenha a oportunidade de conhecer as maravilhas que o Brasil tem para oferecer.”
Cavalcanti também apresentou números sobre a operação da American Airlines na América Latina. Segundo ele, a companhia mantém presença ampla na região. “Operamos em 97 aeroportos da América Latina.” Essas operações conectam diversos destinos ao mercado norte-americano. “Desses 97, voamos para 21 destinos nos Estados Unidos.” A empresa também mantém presença em vários países da região. “Estamos presentes em 41 países na América Latina.” A malha aérea regional da companhia inclui 328 voos diários.
A participação da American Airlines no TurisMall 2026 evidenciou o papel da conectividade aérea na movimentação do turismo internacional. Os números apresentados pela companhia mostram o peso do mercado brasileiro dentro da estratégia regional da empresa e reforçam o impacto que pequenas variações no fluxo de passageiros podem gerar na movimentação turística. Para a companhia, ampliar a promoção do Brasil no exterior e manter estratégias de conexão com destinos nacionais são fatores que podem contribuir para o aumento da presença de turistas internacionais no país.

