Estudo conduzido pelo brasileiro Giuliano Podalka apresenta solução automatizada para controle de bagagens de mão
Um estudo desenvolvido pelo brasileiro Giuliano Podalka analisou o impacto operacional e financeiro da adoção de sistemas automatizados para o controle de bagagens de mão em aeroportos.
A pesquisa, defendida como tese de mestrado na Embry Riddle Aeronautical University, nos Estados Unidos, examinou um problema recorrente no setor: o alto volume de malas irregulares que chegam aos portões de embarque e geram atrasos e perdas financeiras para as companhias aéreas.
O trabalho teve como base o desenvolvimento do Pacer BagScan, sistema voltado a identificar malas de dimensões acima do permitido antes do acesso ao embarque, evitando que bagagens inadequadas avancem até as áreas de controle e gerem desvios de fluxo operacional.
A tecnologia teve como origem um questionamento da diretora da Lufthansa, que perguntou sobre a possibilidade de monitorar bagagens com processos semelhantes aos aplicados ao rastreamento de passageiros. O resultado foi um equipamento capaz de realizar a detecção automática, oferecendo padronização, redução de interferências de uso manual e maior previsibilidade no processo de embarque.
A tese se baseou em triangulação de dados, combinando:
Durante cerca de dois anos, o desenvolvimento envolveu disciplinas de gestão, liderança, segurança, economia, estratégia e análise de dados. A defesa foi realizada em Daytona Beach, na Flórida, sede da Embry Riddle, instituição que atua na formação aeronáutica.
Testes conduzidos em setembro revelaram que cerca de 6,8% das bagagens de grandes dimensões em um aeroporto brasileiro chegavam até o portão de embarque sem detecção prévia. Extrapolado para o sistema nacional, isso representaria aproximadamente 18.800 malas por dia.
Segundo o levantamento, o impacto econômico resultante do problema alcançaria cerca de US$ 34 milhões (R$ 183,8 milhões) anuais, considerando perdas relacionadas a atrasos, manuseio adicional e compromissos operacionais. Uma das aéreas consultadas relatou até 24 horas de atraso operacional acumulado por mês por questões associadas ao transporte de bagagem inadequada em cabine.
Após os testes iniciais, a tecnologia seguirá para uma Prova de Conceito (PoC) em novembro, em um aeroporto brasileiro, com participação de uma companhia aérea. O objetivo é validar o desempenho da solução em ambiente real e ampliar sua adoção no mercado.
Podalka disse que a aplicação não busca penalizar passageiros, mas melhorar o fluxo de embarque, liberar recursos e contribuir para condições operacionais mais eficientes, possibilitando inclusive ganhos estratégicos na malha aérea.
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